Clube Caiubi de Compositores

O império das bolachas negras contra-ataca. Depois de dados como mortos no início dos anos 90 - com a chegada dos CDs - e sepultados no começo do milênio - com a revolução digital - os discos de vinil aos poucos voltam a ser lançados por artistas brasileiros. São músicos e bandas que apostam na nostalgia e na força dos bolachões, algo comum em países da Europa e nos Estados Unidos.

A gravadora Deckdisc já fala em importar maquinários para ter sua fábrica própria de vinis no Brasil. Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa afirma: "Estamos estudando a viabilidade de montar uma nova fábrica no Brasil ou aproveitar o espaço da antiga (a extinta Poly Som, no Rio de Janeiro, fechada em abril) para implantar as máquinas."

Enquanto as máquinas não vêm, os artistas se viram para colocarem seus vinis na praça. Ed Motta, que desde 2001 já lançou dois LPs, prepara uma edição em vinil de seu último CD, Chapter 9. "Tem muita gente desavisada achando vinil algo 'ultra hype', tipo onda de brechó. A verdade é que na Europa e nos EUA isso nunca deixou de ser mania. Só aqui no Brasil", diz.

O grupo Nação Zumbi é outro integrante da liga dos heróis da resistência. Pupillo, o baterista, conta que a banda deve produzir em LP o disco Fome de Tudo até dezembro. E comenta: "Se perguntarem se preferimos produzir dez mil CDs ou mil LPs, definitivamente vamos escolher mil LPs."

Segundo alguns artistas, há vantagens no resultado final deste tipo de mídia justamente pelo fato de ele não procurar a perfeição e a limpeza dos meios digitais. "A sonoridade é bem melhor do que a de um LP. Muitas das 'ruidagens' (ruídos) do som original se perdem na hora da digitalização", afirma o pernambucano Lenine, que lançou em LP a versão de seu mais recente CD, Labiata. Pupillo, do Nação, se arrisca a falar em eternidade. "O LP é mais vivo, mais orgânico. E existe um nicho, um mercado para ele, não vai acabar. Acredito que, daqui a algum tempo, não teremos CDs." As informações são do Jornal da Tarde.

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Respostas a este tópico

Estou ouvindo todos meus vinis.Maravilhosos! muito bom: virar o disco,soprar a agulha e ouvir aquela pipoca,ler todo encarte enquanto ouvi,genial!

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Agora senti saudades....

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Cabe, dentro deste tema, uma discussão ampla...
Afinal, existem muitos prós e contras!

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Bom. Eu acho que com a "galera" anos 90 em diante não vai pegar muito mas a tchurma mais antiga vai adorar viver esse momento muito "interessante" do Vinil ( pode ser ultrapassado mas jamais esquecido - fez e faz parte de uma geração que revolucionou o mundo ). Não tenho nada contra porque sou um tanto quanto ligado ao "bom" do passado e curiosamente ontem á noite eu estava mexendo em meus guardados e encontrei alguns discos compactos: Tema do Filme Love Story - orquestra: Francis lai...Sucesso no ano de 1971, Eddy Mitchell - Miss Caroline , Trio Nordestino - Procurando Tu de 1970, José Feliciano - Maracangalha ( versão da música de Dorival Caymmi ) - também de 1970 e por aí vai...agora estou aprendendo a ESCUTAR o pessoal super produtivo e gabaritado do Clube Caiubi e estou simplesmente admirado...parabéns...Enéas Ferreira BH MG

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Acho muito legal. Tenho uma coleção de discos de vinil LPlay, com músicas consagradas em festivais e grandes orquestras. Ainda não me decidi a reprisa-las em CD, medo de estragar os discos. TUDO PELO VINIL!

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Alô, alô! Estou ouvindo a rádio Caiubi, mas está tendo interrupções... Mas o som está ótimo!

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Coisa boa escutar um disco de vinil ou melhor espalhar vários pelo tapete sentar entre eles e curtir tudo, a capa, o artista ou(os artistas cantor e compositor)alguns tem encartes a sonoridade, o colocar a agulha lentamente na música que se quer, nada supera essa ludicidade....

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Creio que tudo depende d e cada um mais a explicação dos fatos são importantes . Na Europa por exemplo os LPs sao procurados normalmente por colecionadores. Sao encontrados em bréchos, feiras ou exposição. Vivemos nummundo digital, eis uma explicação de um engenheiro de som: A composição visto por um engenheiro de som é a seguinte um LP analogico registro, mixagem , suporte vinil é analogico, enquanto que o CD os tres sao digital. Se voce gravar um som no Pc ele é analogico (como um vinil), a mixagem é analogico e o suporte é digital. Então, certamente que o CD DDD é melhor que um vinil. No nivel pratico as pessoas tem hoje uma variedade de opções, seja MP4, PC ou mesmo CD, todos tem vantagens e desvantagens. O LP é vivo mais não é organico. Hoje as pessoas podem comprar as musicas que quizerem pela internet, guardar num PC, num CD ou MP3 ou 4. Creio que ficara mesmo para um publico selecionado.

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