Clube Caiubi de Compositores

Recebi hoje domingo dia 16 de Agosto duas mensagens dessas em massa enviada pelo meu querido Boss a quem admiro e discordo. A primeira missiva (?) comunicou o fim do Villagio que nem tive oportunidade de conhecer, enfim conhecerei se possivel for o próximo e novo endereço e falando em novo, estou eu aqui há quase 4 mil km mais próximo dos grandes centros econômicos e culturais do mundo e não entendo um certo ar de saudosismo vigente. Amigos, é impressão minha ou o tempo passa? Acho que a resposta é sim e ele passa para todos e na dinâmica que a vida pede temos que olhar pra frente; saudade rola, saudosismo não...é um saco! Tudo muito tradicional é antipático porque torna-se reduto da vivência estrita de alguns contemporâneos, conterrâneos e nesse contexto todos nós que não o somos estamos excluídos. Você que está no Sul não está faz parte dessa história, vc do norte tb não, então porque abrir a comunidade para o pais se as perspectivas não são exatamente essas? Fazer platéia virtual? Rsrsrs não creio que renda nada assim. Outra questão, essa pega mesmo...a canção não existe na poesia, na partitura; ela acontece efêmera no ar, é refém do seu representante o intérprete, e ainda mais, um cantor que canta de vero canta pro mundo e não para sí. A defesa do trabalho autoral não se faz necessária em um ambiente onde ela seja da natureza das relações, mas a regravações são necessárias da mesma forma pq um dia as novidades (como reféns do tempo) ficarão velhas e seus autores vão ficar felizes em saber que elas ressoam no coração e memória das gerações posteriores, portanto, essa apartação só se justifica se no clube não forem mais aceitos os intérpretes cantores...dai os compositores farão como bem quiserem...a música não é uma revista pornô, ela é feita para o outro, pela manifestação de um impulso que tem o outro como destino e não o próprio prazer...e lendo assim até que se parecem sim, mas não seguem a mesma lojística!!!
Me perdoem aqueles que se sintam incomodados ou agredidos, não é essa a intenção mas essa não é a primeira vez que percebo escapar da direção da página um desejo de que não estivéssemos nela nem os não paulistanos nem os cantores...rsrsrs eu estou me sentindo duplamente convidado à sair...Mas como enunciei, me coloco à disposição para compreender....

Abços sonoros ( o novo sempre vem de qualquer lugar, ok!!!)

Tags: britto, caffe, cantor, compositor, intérprete, marcus

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Respostas a este tópico

Caffé, apesar do seu ar de "discordo" eu acho que vc não discorda, apenas concorda e acrescenta.
Sim, há uma aura de saudosismo. Em 17 anos foram cerca de 3000 showzinhos/mês. Desses 17 , eu pessoalmente participei de uns 3 ou 4. Mesmo que seja só o lugar onde tomei um fogo na mesa com o Aldir Blanc, será lembrado.
A gente não devia avisar?
Não há uma divisão online e uma Ao vivo, apenas uma é complementar a outra. O clubecaiubi.ning é nosso palco permanente. é democrático.
Assim como existe o Clubecaiubi.ning e o Dragoes.ning, um não anula o outro.
O Clube Caiubi se abriu pro mundo e o mundo se multiplicou em outros mundos autorais.
Bingo! Era isso!
Ter uma possibilidade a mais. Ter milhões de possibilidades até que uma seja a chave da realização do sonho.
O interprete não anula o compositor, nem o compositor anula o interprete.
As gravadoras e seus fonogramas regidos por contratos vitalicios não foram suficientes pra aniquilar a canção em prol de suas insistentes regravações;
Onde vc viu um convite pra sair ? Sair do que? da onde? quem é o dono da internet? é possivel comprar um pedaço de internet e nela ser o rei?
A diferença é conceitual. No Caiubi continua valendo a mesma máxima: gostou? puxa a cadeira.
Só há duas coisas a entender no Caiubi ( seja real ou virtual):
- Velamos por uma ética que quase foi extinta na música, então sejam prudentes ao emitir opiniões forjadas.
- Sim, o Caiubi é uma panela. Uma panela sem tampa onde cabem os bons temperos e ingredientes fundamentais.
Um dia isso terá a chance de ir à mesa, bom apetite a todos pois zelamos para que nada estrague essa comida.

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gente,
Marcus,
eu tenho certeza de que o Léo Nogueira meu parceiro não vai ficar chateado se eu postar aqui como resposta minha, as palavras que ele escreveu no dia 03 de janeiro de 2009.
Tem muita gente que não entende o Caiubi. Tem muita gente que ama o Caiubi. Muita gente que pega carona no clube. Muita gente que além de entende-lo com confraria o entende como "teoria da conspiração". Vai entender, né mesmo?
Eu por exemplo amo o Clube, nem por isso consegui até hoje ir às terças autorais que acontecem aqui na minha própria cidade.
Mas tá aqui. As palavras de Léo Nogueira. Quem quiser que as ouça!!!!

" Aproveito mais esta fase de mudanças e posto, em forma de homenagem, texto que escrevi, no começo do ano, a pedido de dona Baratinha.

CAIUBI: OUTRO CLUBE, OUTRAS ESQUINAS

Conheci o Caiubi na época em que frequentavam apenas três ou quatro gatos pingados, na já lendária rua Caiubi, 420. Lembro-me de que na primeira vez que ali estive havia apenas uma mesa ocupada. Não era uma segunda-feira, portanto, não havia noite autoral.. Mas o clube já gerava em seus membros uma espécie de dependência, de forma que, mesmo quando não havia música, era possível encontrar sempre uns três ou quatro proseando e bebendo. Na noite em questão estavam Tito Pinheiro, Lis Rodrigues, Henrique Barros, Zé Edu, Sonekka e mais um ou dois que me fugiram à memória. A atmosfera era romântica, mas não no sentido amoroso, e sim no sentido de ingenuidade. Pairava no ar, senti eu, algo que me remeteu a reuniões de partido comunista. Mesmo eu não as tendo jamais frequentado, imagino que fossem assim. Gente jovem, idealista, crente num sonho. Escrevo isso não de forma pejorativa, mas com admiração.

Entre aquela noite e a segunda visita houve um hiato grande. Não porque eu quisesse, mas porque na época morava longe à beça e não tinha carro. Quando solucionei o segundo problema e voltei a entrar por aquela mágica porta, um milagre tinha se dado. A casa estava cheia! E à medida que as horas avançavam chegava ainda mais gente. E o mais incrível: os que ali se encontravam faziam silêncio absoluto e ouviam atentamente todas as canções. Minto. O silêncio não era pleno. Algumas canções eram cantadas de cabo a rabo pela plateia. Tal como Zé Rodrix, também eu me encantei com a qualidade do que ouvi naquela noite. E na terceira, e na quarta, e na décima…

Por falar em Zé Rodrix, seria injusto negar que muito do êxito do clube deveu-se a ele, que um dia foi convidado a conhecer a casa, sentou-se e passou ao menos duas horas maravilhando-se com uma sucessão de canções ótimas. E a tal ponto maravilhou-se que passou a ser, além de frequentador, curador do grupo. E foi responsável também pela aquisição de outro caiubista ilustre: Tavito!

***

Sem que me desse conta, já era eu um membro do clube. Aliás, éramos. Kana também adquiriu o mesmo vício. O fato é que as segundas ficaram pequenas pra tanta gente, e acabaram inaugurando também as quartas autorais, que, durante um tempo, ficaram até mais divertidas que as segundas. Mas também não foi o bastante. Logo veio a turma do samba reclamar as terças. Acabei não indo a nenhuma delas, mas sei que nasceram pérolas lá, como uma que virou praticamente um hino, o "Terço Na Terça", de Affonso Moraes. Daí pra que houvesse uma agenda diária, foi um pulo, e logo as sextas viraram laboratório de muitos artistas que faziam seus shows solo pela primeira vez. Mas também as sextas-feiras viram muitos artistas consagrados, como Celso Viáfora, Luhli, Zé Rodrix, Vicente Barreto… a lista é grande. O fato é que o nome Caiubi se espalhou por São Paulo e chegou aos ouvidos de muito compositor que sonhava com algo parecido mas não acreditava que fosse possível existir tal lugar. Claro que todo local com excesso de gente acaba gerando uma certa baderna. Mas até nisso o Caiubi era privilegiado. Contava com uma varandinha maneira e uma bananeira na calçada que viviam tão cheias de retardatários quanto a casa em si. Lógico que, como tudo que é democrático, havia também algumas apresentações sofríveis. Mas a turma, em vez de vaiar e constranger alguns garotos e garotas que, ensaiando seus primeiros acordes, tinham ali sua noite "cabaçal", como dizia Vlado, preferiam ir fumar um cigarrinho ou tomar uma cachacinha à sombra da bananeira.

E, obviamente, o espaço físico, embora se assemelhasse muito a um coração de mãe, não foi suficiente pra comportar tantos talentos e tanta gente ávida por ouvi-los. Daí vieram noites memoráveis em palcos alheios, como no Tuca, no Crowne Plaza, no Supremo Musical, no Villaggio Café, no Centro Cultural de São Paulo e mais numa porção de casas de shows onde a trupe caiubista passou a se apresentar, ora coletivamente, ora em voos solo. Sem falar no site do Caiubi, o primeiro, que foi residência de muitos poemas, crônicas, artigos, fotos e, principalmente, canções, estas, muito bem apresentadas por Sonekka, na saudosa Radiola. Daí pra que o clube virasse matéria de jornais e de programas de TV foi um pulo.

Isso tudo falando só de música. Na última sexta-feira de cada mês, a história era a mesma, mas os protagonistas eram outros: os poetas! Sob a batuta (e a extinta pistola de água) de Vlado Lima. Pra quem não acreditava que poesia desse ibope, lá estava o famoso Sopa de Letrinhas pra converter incrédulos. Creio até que algumas noites com maior número de público se deram nessas sextas.

***

Como todo grande movimento, o Caiubi teve participações efetivas nos grandes festivais de seu tempo. O mais recente festival da Rede Globo teve como vencedor nada mais nada menos que Ricardo Soares, com sua singela e inspirada "Tudo Bem, Meu Bem". Como se não bastasse, o 2º lugar também foi dado a um caiubista, José Carlos Guerreiro, com "Morte no Escadão", interpretada pela banda mineira Tianastácia. Creio que ambos não andavam pelas bandas de Perdizes na época, até porque acho que o clube ainda era então uma ideia apenas, mas, seguramente, depois do festival, foram figurinhas fáceis no Caiubi, que os recebeu de braços abertos, ao contrário da mídia, que não só os ignorou como algumas facções dela ainda os culparam por terem ganho. O engraçado é que sabemos de muitas histórias medonhas que ocorreram nas premiações dos festivais aintigos, mas este, se não primou pelo gosto do público, ao menos não foi tendencioso.

Já no festival da TV Cultura não se pode dizer o mesmo. Pena. Porque a festa prometia ser bonita, pelo menos no que dependesse das cores laranja das camisetas caiubistas, que compareceram em peso na torcida por Max Gonzaga, Rossa Nova, Celso Viáfora, Élio Camalle (estes dois últimos, embora não fossem habitués, já haviam frequentado muito o clube à época) e, por que não?, Ito Moreno, que também aparecia por lá, ainda que bissextamente. O resultado todos sabem. E as vaias, que não cabiam na rua Caiubi 420, saíram sonoras de bocas muitas, mesmo daquelas que não vestiam laranja…

***

E eis que o momento tão adiado por todos chegou. O momento de procurar nova sede. Não vou entrar em detalhes, pois o ocorrido foi doloroso, pra dizer o mínimo, mas o fato é que, ao entregarmos as chaves, vimos uma bela história correr o risco de virar fumaça. Tenho a alegria de ter contribuído pra uma solução imediata, que, se não foi a melhor, ao menos deixou o clube, na ocasião, respirando, até que aparecesse local mais adequado. Na época, um de meus parceiros, Marito Corrêa, era dono de uma casa no Bixiga, o Saracura. Falei com ele, e, alguns dias depois, o Clube Caiubi mudava-se pra rua Treze de Maio, 180. A sociedade durou pouco, assim como durou pouco a temporada no endereço seguinte, à rua Peixoto Gomide, 1052, no piso superior da Rio Botequins, próximo ao parque Trianon, nos Jardins.

Após muitas cabeçadas, o clube mudou-se pro endereço atual, à rua Teodoro Sampaio, 1229, em Pinheiros. Desta feita, a mudança se deveu a nova sociedade, agora com o crítico Mauro Dias, que acrescentava também ao endereço seu bar Mauro Noites. E, além de Mauro e Henrique, uniu-se a eles Vlado Lima. Nascia aí o Vila Teodoro.

Romantismo + administração raramente renderam bons casamentos. E mais uma vez o Caiubi se viu à beira de um colapso. Após um divórcio não lá muito amigável, eis que Vlado ficou só, dirigindo "a bagaça", como o próprio diria. Quer dizer, só não é a palavra mais adequada, pois nesse momento os compositores mais atuantes tomaram as dores pra si, e, quando o timão parecia querer ir ao encontro dos icebergs, lá estavam eles, bravos marujos em tempos de maremotos.

***

Conheço o Villaggio Café há anos. Foi essa charmosa casa do Bixiga que deu oportunidade pra que Kana fizesse seu primeiro show no Brasil. E muitos outros. Lá conheci também muitos parceiros, e lá tive o privilégio de apresentar muitos artistas que acabaram fazendo muitos e memoráveis shows, como Fernando Cavallieri, Tavito, Bárbara Rodrix, Marcio Policastro, entre outros. E quais não foram minha surpresa e minha alegria ao saber que, nesse novo momento de tormenta, era justamente o Villaggio quem vinha oferecer sociedade ao clube.. O Villaggio, com sua tradição, trazia então ao quase mambembe Caiubi justamente o que lhe faltava: profissionalismo. E este, por sua vez, oferecia ao Villaggio o que também lhe faltava: um público cativo e fiel. Explico: o Villaggio, apesar de muitos anos de existência, sempre fora uma casa que tinha shows diferentes a cada dia, daí que o público que vinha sempre era diferente, geralmente trazido pelo artista da noite. Agora, associando-se ao Caiubi, nascia uma nova época pras duas marcas. Obviamente, como tudo que se profissionaliza, os preços sofreram certa "verticalização", afinal, o que sempre fora um boteco com música ao vivo, agora virava a mais nova opção paulistana. E a mudança pôde-se perceber logo nos primeiros dias, fosse no charmoso resultado da reforma, fosse no telão atrás do palco, nas luzes e na variação do cardápio. Embora tudo esteja melhor que antes, estaria mentindo se dissesse que não sinto falta do clima da rua Caiubi 420, da Marta e do Dandu, de algumas outras figurinhas que se perderam no tempo e da Itaipava geladinha, trincando. Mas paro por aqui, ou vão me chamar de nostálgico, quiçá romântico…

Uma coisa é certa: por conta do Psiu, na rua Caiubi a noitada tinha que terminar impreterivelmente à meia-noite, o que fazia a noite começar e terminar mais cedo. Atualmente as apresentações, mesmo com a bela ideia dos pocket-shows (ou boquete-shows. Como dizem por lá), tendem a varar a madrugada, o que, pra uma segunda-feira, afasta muito público… e alguns artistas.

***

No Caiubi percebi que é possível manter uma nova relação entre público e artista, pois lá, apesar de existir o palco, não existe o pedestal. Às mesas, sentam-se juntos artista e público, e com estes os laços de amizade também se cultivam, tanto que alguns chegam a desempenhar papéis importantes no clube, como filmar, colaborar na administração etc.

Lá também se formaram muitos grupos, como a Trinca Caiubi, os Tropeçalistas, o 4+1, o TONQ; também outros grupos apareceram já prontos, como o Rossa Nova; já asparcerias… ah, essas são um capítulo à parte. Não à toa, Sonekka (sempre ele) nos brindou ano passado com o novo site, que está espalhando por outras esquinas, ainda que virtuais, nosso pequeno clube da Caiubi 420.

Por falar em parcerias, e como essa história ainda vai longe, termino esse relato citando, por ordem alfabética, os parceiros que adquiri que frequentam ou frequentaram o Caiubi. São eles: Adolar Marin (caiubista bissexto), Affonso Moraes (de disco novo, maravilhoso), Alê Cueva (ou o sr. violão), Alexandre Lemos (temos duas que eu curto muito, já ele, nem tanto), Álvaro Cueva (meu querido parceiro, também do 4+1, e agora tripai), Apá Silvino (caiubista do Ceará, minha conterrânea… foi difícil amarrar esta mulher!), Bárbara Rodrix (talento à flor da pele, nossa parceria é de uma empatia incrível), Clarisse Grova (caiubista carioca, grande voz, parceira prolífera), Daniel Pessoa (outro casca grossa, parceirar com ele não é pra qualquer um), Fernando Cavallieri (meu grande amigo de poucas parcerias), Guilherme Rondon (ano passado tive o orgulho e o privilégio de emplacar uma com ele), Ito Moreno (outro bissexto, baiano notável), Kaká Silva (ou o sr. samba), Lalo Guanaes (voz de veludo, belas melodias, nossa "Garrafas ao Mar" é meu xodó), Léo Costa (assim como Bráu Mendonça, violão pra toda obra), Lis Rodrigues (minha parceirinha querida, já compomos num só copo), Lu Farias (com a sumida Lulu fiz duas belas canções), Lúcia Santos (esta, cadeira cativa no Sopa, antes de voltar pro Maranhão, venci pelo cansaço), Luhli (outra caiubista carioca, temos uma filha única, mas bela), Madan (será um caiubista? E por que não? Afinal, falou em Madan, falou em coletivo), Márcio Bragança (outro caiubista carioca, temos também uma filha única), Marcio Policastro (meu mais prolixo parceiro, irmão adotivo, grande sagitariano), Marito Corrêa (participou do clube quando à rua Treze de Maio, temos belas canções), Nando Távora (a nata do samba paulista, não me dá muita bola, mais emplaquei uma com ele também), Nilton Bustamante (um lorde, poeta de fazer uma por dia), Paulinho das Frases e Raul Navarro (cito estes dois junto pois numa tarde passaram de alunos de letra a parceiros), Rafael Iasi (boa-pinta, veia pop nervosa), Rafael Leite (a voz e o violão das raízes do interior, outro talentoso sagitariano), Ricardo Moreira (simpatia, talento e humildade), Ricardo Soares (o cara!), Roney Giah (temos duas meias, o que, na pior das hipóteses, dá o total de uma inteira), Sonekka (o braço direito do clube [e o esquerdo]), Tatiana Rocha (caiubista campineira.. ou será baiana? Ou será carioca?), Tato Fischer (ou o sr. teclado), Tavito (se todos fossem iguais a você), Tito Pinheiro (o imparceirável… mas eu, teimoso, lacei-o), Valdir da Fonseca (a elegância do samba… mas temos um xote!), Zé Edu Camargo (já demos algumas canetadas juntos) e Zé Rodrix (o papa do Caiubi!).

Outros virão.

Léo Nogueira.

São Paulo, 03 de janeiro de 2009."

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Ulá, lá! Sinto-me meio perdida, ou perdida por inteiro nesse meio de cantoria, cuja entrada musical não consegui até hoje realizar muito bem. Hoje, depois de várias buscas, comprei um gravador de mão. Penso assim, ter a oportunidade de gravar algumas de minhas músicas para enviá-las à Eŭropa, pois há anos um dos meus correspondentes espera, ainda espera? Não sei, mas vou enviar as musicas para ele, ou vou passar por mentirosa, fazendo-me passar por compositora e cantora. Até estou estudando canto para melhorar a impostação de minha voz. Fui convidada a entrar para esse Clube Caiubi de Compositores, por uma internauta muito amável e simpática, porém ainda não me coloquei à altura do grupo. Além disso, faço parte de grupo de Poetas e Escritores, Grupo de Esperanto (dou aulas desse idioma)além de outros grupos culturais. Mas, entrando no assunto do Saudosismo, a gente sente mesmo saudade das pessoas amigas que compartilharam com a gente longos anos. Fica a essência dessa amizade a nos aquecer o coração. No entanto, concordo em avançar mais para a frente, não estacionar no campo das lembranças. Como cantamos em Esperanto: ANTAŬEN MARŜAS NI! Para frente vamos nós ou, mais ao pé da letra: Para frente marchamos nós!
Isto quer dizer: "Não ficar parado no tempo e nem no espaço"

(E assim me despeço, amigos,
amigos mais do que irmãos,
que me ajudam a cantar
para os amigos cristãos!)

Meu amigo A.G.D

Elma

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Não sou da direção do Caiubi. Edito a revista musical www.ritmomelodia.mus.br e tenho aqui uma página divulgando som de minha banda.

Mas acredito que o Marcus Caffé está defendendo uma causa que já tá ganha. O intérprete tem seu lugar na canção. Acredito que o nome Clube do Compositor é mais amplo, pois sem o compositor não tem canção, consequentemente o intérprete não terá o que intérpretar. Então, fique tranquilo a competência e criatividade é a garantia do espaço do intérprete.

Sobre o espaço físico do Clube, aparecerar outro.
Sobre o espaço virtual do Clube, use, aproveite e prestígie.

abraço

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um abraço

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Compro uma briga pela metade, vendo o espalhafatoso de uma estória... Cisne, pato e ganso é tudo igual, mas são diferentes. Esta marca que o Clube caiubi nos impõe de sermos críticos de porcarias e sabedores e amigos de grandes talentos, sejam de qualquer lugar onde surjam, parece que, acima de tudo e como princípio do bom convívio entre pares, deve ser respeitada. Há uma velha guarda, se assim o pretendemos, formada historicamente por gente ética e acima de qualquer suspeita, palmas prá ela. Só para citar nomes, estrelas como o saudoso e querido Zé Rodrix, gente como o Zeca Baleiro, gente que vem fazendo com que a diversidade da nossa MPB não precise de mendigar rótulos. Nosso amigo aí em cima, que me preze sua preocupação, parece estar mais preocupado em se achar vítima ou em querer fazer um falso cavalo de batalha dentro do campo em que o Caiubi como um todo vem se mostrando fora de série, enquanto e como espaço e opinião contundente.
Somos apaixonados por música, achamos que os artistas não podem ser filhos de solidões e punhetagens, desculpe-me a expressão muitos. É preciso ser solidário e talentoso como a maioria das pessoas que compôe o Caiubi para dizer não a todas essas ondas de maria-vai-com-as-outras. Temos uma visão onde a música se irmana com os homens, não com individualismos. Bater é fácil, espero que o amigo escute um dia o seu próprio discurso, espero que se procure profundamente dentro do seu canto... Se o seu comportamento é de cisne, ou de pato ou de ganso é uma questão quando o procuro em seu triste texto é coisa que nem Freud explica. Ciau. Ah, o novo é ser, pois o dia que nasce não pode ser esquecido.

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Galera , só uma coisa que parece que não ficou bem claro.
Nós, o Caiubi, respeitamos integralmente qualquer opinião.
Respeitamos de fé.
Quando peço prudencia é porque gente que não nos conhecia pessoalmente - nós, o timinho que acredita nessa arte conjunta- gente que não nos conhecia e criticava, pode ver que não era nada daquilo que pensavam.
Não estou reinvindicando compreensão alguma, tudo que falo e mudo de opinião 3 vezes por dia, ta falado.:)))))
Quando surge um debate acho show.
Marco, pra aparecer mais na rede não precisa bajular o boss, precisa unicamente se comunicar mais e melhor, assim aparce em mais páginas e é acidentalmente mais lembrado. São 8 pessoas que passeiam pelas paginas e dão destaque quando acham que a música vai ser curtida por mais gente.
MAs cada um tem seu endereço e pode montar sua audinecia como melhor lhe apraz.

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Eu tenho tanta compaixão por quem não conhece o Sonekka ao vivo e de verdade.

Eu o conheci virtualmente, e depois ao vivo, no rio de janeiro, várias vezes em reuniões musicais, e em sampa também, o que eu posso dizer é que ele não para de surpreender e que a criação desse projeto de reunir os compositores do país todo num só lugar é exatamente o que ele sempre quis a vida inteira.

Só pelo prazer de estar por perto e fazendo a música circular, e fazendo as composições acontecerem. Ele é aquele que agrega, que reune, é da natureza dele, isso aqui no site é só reflexo do que ele já fazia ao vivo no dia a dia lá em sampa e nas reuniões musicais no Rio.

Uma pena quem não consegue compreender a grandeza desse gesto, porque hoje em dia são poucos os que vibram por fazer algo em grupo, de qualquer modo, respeitando quem pensa diferente devo dizer que um pouquinho de educação ( e gratidão ) não custa nada.

como dizia minha avó: Deus tem cada inquilino nesse mundo...

Veleiro

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Mas bicho. Essa discussão ta ótima, oportuna, gostosa.
Ce acha que eu ligo se alguem me leva a mal? na melhor fase da minha vida?
quando tudo ta bem e o caiubi a musica a história apenas dão o tempero gostoso da vida boa.
Atrás de um sonekka verborrágico existe um Osmar LAzarini, pai de familia, profissional da informática( muito profissional), feliz . Quando surge uma discussão que tenta me fisgar por um lado mal que ja nem convivo mais, eu nem to. Bora bater um cafezim?
Um brinde a todos que podem falar, compor, achar achismos e pensar que há uma teoria da cosnpiração atrás de um bar com musica própria ao vivo e um site onde vc pendura mp3.
Um brinde à liberdade! um brinde à coragem dos que a tem!
Um brinde ao destino incerto! um brinde! brinde ! brinde !
Risos e cheiros!
Eu gostchoooooooooooooo
Mais Caffé!mais marco!
Mais revoltas! Chutem as cadeiras! Quebrem as cordas do violão!
Porque é bom e a vida é isso mesmo.
Eu só baixo a cabeça e lastimo pra desonestidade, pro oportunismo, pra gente que passa os outros pra trás.
De resto?
Tiro de letra. E estou sendo imensamente sincero. :)
Viva zé Rodrix, viva quem faz, viva quem vive! Viva até mesmo quem copia! :))))

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Aos Caiubistas e aos Amigos Caiubistas

Deveras fico feliz, diria até exultante com essas possibilidades que o Caiubi nos oferece; espaço mais democrático, impossível! Minhas opiniões aqui expressas não visam defender nem atacar ninguém, afinal são todos adultos, são apenas minhas opiniões.
Sou caiubista há um ano, já conhecia e admirava o trabalho de Sonekka antes do Caiubi, depois o conheci virtualmente; passei uma temporada em São Paulo em 2008/2009 e fui conhecer o Caiubi no Villagio. As primeiras informações que me foram passadas sobre o Caiubi também diziam que era uma panela, expressão que deve entrar para a história do clube devido à sua repetição, blá, blá, blá...
Fui lá pela primeira vez e fui convidado a cantar duas músicas minhas. Na semana seguinte eu fiz o pocket, nervoso como nunca estive em minha vida (isso só quem conheceu 'ao vivo' entende), com o auxílio mais que luxuoso de Brau Mendonça, um monstro do violão que eu conheci no camarim, apresentado por Sonekka. Enquanto estive em sampa fiz quase uma rotina ir ao Clube Caiubi de Compositores. Lá conheci muita gente boa, mas gente boa na plenitude e amplitue da expressão. Lis Rodrigues, Rolan Crespo, o genial Nando Távora, Vlado Lima (outro que eu conhecia 'pré-Caiubi, o cara é um gênio), Monika, e que estes representem os outros amigos. Não sou saudosista mas gosto da expressão, até porque ela por vezes nos é requisitada. O que dizer de quem tocava Rua Ramalhete para impressionar as garotas (o velho chaveco) e depois toma uma Pepsi Light com o autor da música? E quem esperava os festivais pra ouvir Jean Garfunkel compartilhar da mesma mesa que ele? Que dizer de um baiano que cantava Tudo bem, meu bem? E poder trocar idéias com Zé Edu? Mais uma? Quando garoto eu triturava os filmes do conterrâneo Gláuber Rocha; através do Caiubi, via France da Matta, outra caiubista, acabei compondo em parceria com João Bá, o autor das trilhas que me fascinavam nos filmes de Gláuber, e dividimos o palco. No Caiubi. Sem falar na parceria com Sonekka em Quantas Portas, um presente, e outras parcerias que já estão saindo do forno.
Eu confio no Caiubi, que não é Sonekka nem Lis nem Roney nem ninguém além de nós que, reclamando ou não, aqui estamos. A minha música chegou a vários países antes impensados, trouxe vários amigos pro clube, alguns criaram outros grupos autorais dos quais sequer participo, acredito que a divisão com dispersão é inapropriada. Minha página oficial é a do Caiubi, continuará sendo o Caiubi. E, qual a Hidra de Lerna, o Caiubi segue, a cada cabeça cortada nascem duas novas cabeças. E Hércules, eu soube, aposentou-se. Dia 28 de agosto, na Ilha de Itaparica, na Bahia, onde moro, começa o Música no Ponto, sim, uma ramificação do Caiubi, onde os compositores (e intérpretes!!!) locais irão apresentar seus trabalhos. Os encontros acontecerão na última sexta-feira do mês em frente ao Ponto de Cultura Terra do Meio.
Aqui no Caiubi há espaço para todos, isso é a democracia plena. Compreendamos. Eu acho isto mas alguém pode achar aquilo. Tudo bem. Manda sua página (e me avisa, divulga, nessa encarnação não vim com o dom da adivinhação), ouço seu som, ouça meu som e pronto. A isso se propõe uma rede. O que daí decorrer é lucro.

Sou Clóvis Sampaio, também conhecido por CS. E antes que me acusem de alguma injustiça, favor reler o título...

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Desculpe, Marcus, mas achei estranhíssimas suas colocações, pois minha recém-nascida história aqui no Caiubi é muuuuito linda e feliz. Foi mesmo chocante ler suas palavras!
Cheguei assim ao Caiubi:
Em dezembro último, no Sesc Pompéia fui apresentada a um compositor, Irineu de Palmira, que me perguntou, assim do nada: você escreve, né? Eu respondi que era poeta e dei o endereço do meu blog pra ele ler. Na mesma noite me mandou uma canção linda, "Mais um dezembro", nossa primeira parceria. Na mesma semana nasceu "intento", que também amei. Eu que nem sonhava em ser compositora! Então, essa pessoa linda que hj é meu amigo, me mandou um convite para o site do Clube Caiubi e me tornei membro. Fui muito, mas muito bem recebida!
Fiquei até abril sem conhecer pessoalmente ninguém - nem Vlado, nem Soneka... E mesmo assim minhas músicas começaram a aparecer em destaque na home, simplesmente porque agradaram, tenho certeza! Jamais puxei saco de ninguém, até pq nem conhecia os "caras". E também tive a alegria de ter 15 músicas lindas em 6 meses, em parceria com mais compositores maravilhosos, além do Irineu, como Beto Furquim (que amo de paixão), Cardo Peixoto (parceirinho que me põe louca com suas ideias geniais), Marco Araújo (de quem sinto saudade e por quem oro agora), Lio de Souza (querido demais, ele e sua viola - claro!), Josino Medina (que faz a gente voar), as queridas Anja e Luciane Lopes (amigas presentes, parceiras de vida e poesia).Todas essas pessoas lindas entraram na minha vida via Caiubi! Ainda tem a querida Célia Braga, sempre dando um impulso de fé em nossos ideais e sonhos, a Sonya Prazeres, uma pérola rara... E poucos conheço pessoalmente! Aliás, só em abril comecei a conhecer pessoalmente os caiubistas, quando tive o prazer de receber o Cardo e a Luciane Lopes aqui em casa e curtirmos juntos a segunda autoral do Cardo Peixoto - uma noite inesquecível. Então comecei a conhecer Soneka, Vlado, Álvaro...
Puxa, eu nem conhecia o Vlado pessoalmente e ele muuuuitas vezes me chamou pra ir ao Sopa de Letrinhas. Eu e o Soneka mal nos conhecíamos por site e minhas parcerias já estavam ganhando destaque, junto com as da Anja, as da Luciane... Outras poetas que estão muito mais longe e também não o conhecem. Será que é preciso mesmo puxar saco ou precisa estar presente com arte, em vez de com discussões sem nexo?
Bem, mas tirei proveito deste tópico pra contar a alegria da minha história aqui, a alegria que ESTÁ SENDO o caiubi na minha vida. Obrigado a todos os caiubistas, obrigada Soneka! E parabéns, Soneka! - Com minha sincera admiração, sem medo de ser chamada de puxa-saco.
Espero ver tópicos mais produtivos por aqui.
Fico pensando em como os propósitos de pessoas que estão reunidas por um mesmo ideal podem se perder tanto a ponto de falarmos do "dodói" pessoal de um ou outro por dias até.
Na semana passada experimentei postar um tópico sobre composição. Só quatro ou cinco pessoas responderam, enriquecendo bem o assunto, por sinal. Eu respondi a cada uma delas com entusiasmo, porque adorei essa troca. Valeu, gente! Mas cadê os outros 3.995 que estão aqui? Não agrada falar seriamente sobre música? Não estou reclamando nem fazendo propaganda do tópico (apesar de ter tido um trabalhão digitando e até ter pedido autorização do autor pra publicar o artigo), mas lamento mesmo. Lamento não por mim, mas pelo desinteresse em falar de música por aqui.
Proponho que usemos este recurso de tópicos um pouco melhor, com mais foco naquilo que dizemos ser nosso interesse: música! Música é o que deveria dar assunto!
Beijos, queridos.

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Bah!
Caffé! Mesmo sendo sua Anja Predileta, vou ter que discordar.
Eu agradeço a Deus este "timinho" existir, o caiubi real existir. E agradeço a Sonekka por ser generoso e estender o Caiubi pelo Brasil e o mundo através do site.

Neste momento turbulento de minha vida, está sendo meu alento, minha alegria. Cada musica que nasce por si só é um mlilagre.

Eu não sou de Sampa, sou de Porto Alegre, sou do Sul. Gaucha de quatro costados, e sabe né...Gaucho não puxa saco.

EStou neste site porque fui convidada por Pedro Moreno, e amei desde o principio, faço coisas a minha moda, não sigo "correntes" e não tenho vaidades.

Não movo uma palha pra ser reconhecida, nem mando letras a não ser em ultimo caso extremo.
E no entanto, não sei como?, Não sendo Grova,, nem Nasser (que admiro), estou sempre no topo de umas listas de mais vistos que saem de vez em quando. Não me envaideço, em outras ocasiões até nem gostaria, mas com isto sei que promovo meus parceiros todos linkados na minha pagina.

Fiz amizades bonitas aqui, Nem vou citar todas por serem muitas, coloco todos nas figuras simples e sábias de Lio de Souza e Josino Medina. Que fazem musica por amor;;; muito amor, como eu faço a poesia tb só por amor a ela.

Eu como diria Josino "estou nas nuvens" por saber que a musica brasileira não morreu, e que Sonekka me permitiu conhecer o Caiubi, nem que seja de longe, tão longe,

Site para aparecer tem aos montes por aí, Aqui é site para interagir e criar. Participar da mudança dos rumos da cultura e da musica no país.

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