Clube Caiubi de Compositores

Usaremos este espaço para discutir apenas um tema: Como fazer mais e melhores canções. Quem quiser sugerir temas adicionais pertinentes ao assunto , entre em contato comigo. Aqui vale discutir formas de criar, quem quiser postar letras e melodias utilizem links pros vossos perfis.
Nosso Reitor é o Rolan Crespo que deu a idéia e me encomendou esse fórum.
Nosso patrono é o Iso Fisher que nem está aqui mas de quem postarei um belo texto, assim que ele me autorizar

Tags: canção, da, universidade

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Respostas a este tópico

E porque não!
Veja o que os nossos camaradinhas estão fazendo no Campus Party - "
QUINTA-FEIRA, 22 de janeiro, 14h-17h
Oficina de Composição: As canções - Zé Rodrix

A oficina propõe à análise e noções dos processos que envolvem a composição: elaboração de letras, arranjos e interpretação, sendo que os oficinandos poderão produzir suas próprias canções em grupo ou sozinhos durante a oficina.

Com: Zé Rodrix, cantor, compositor, pianista e publicitário.Além do constante trabalho solo, Zé Rodrix fez parte de importantes grupos musicais, como Momento Quatro, Som Imaginário, Sá, Rodrix e Guarabyra e Joelho de Porco. É autor de canções que alcançaram grande sucesso, como Casa no Campo, e de jingles memoráveis no cenário publicitário nacional.
Nível: Básico/Intermediário "

E veja mais:

QUARTA-FEIRA, 21 de janeiro, 14h-17h
Criação de Jingles - Tavito


Jingle nada mais é do que uma mensagem publicitária musicada e elaborada com um refrão simples e de curta duração, a fim de ser lembrado com facilidade, o famoso “grudar” na cabeça das pessoas. Tavito abordará os princípios básicos e segredos da composição à produção de jingles publicitários.

Com: Tavito, músico, compositor, arranjador, produtor de discos e publicitário. Nascido em Belo Horizonte, fruto de idéias, amigos e canções de Minas, mudou-se para o Rio em 1968, na correnteza poética do amigo Vinícius de Moraes. Tavito se destacou primeiramente como guitarrista/violeiro do grupo "Som Imaginário", juntamente com Zé Rodrix, Robertinho Silva, Wagner Tiso, Luís Alves, Naná Vasconcellos e Fredera. Autor da imortal Rua Ramalhete e de jingles inesquecíveis, como “Coração batendo a mil”.

Como você pode observar mestres não faltam, né não?

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Queridos,

Sinto que este espaço é super importante para os que querem aprender, trocar, compartilhar... De forma generosa e séria.
Sou poeta, e a surpresa de ver um poema meu virar canção foi deliciosa e gratificante. Em poucos meses nasceram quatro canções, com os parceiros Irineu de Palmira, Cardo Peixoto e Luciane Lopes. Aconteceu de forma espontânea e natural, e a experiência tem sido muito boa. Tenho aprendido muito com cada um deles e sei que ganhei amigos, além de parceiros.
Deu pra sentir um pouquinho como rola o processo de parceria na criação de música nesse pouco tempo, e vou compartilhar o que aprendi, o que tenho percebido, com humildade de aprendiz. Fiquem à vontade pra me dizer, se acharem que falei besteira.
Concordo com o Álvaro quando diz: "legal, se ficar legal", porque penso que as parcerias vão se afinando aos poucos, visando a aprimorar a cada dia, crescer na qualidade. Nada contra, também, o "estrofe a estrofe"; acho que isso é muito pessoal, ou vai de como os parceiros se sintonizam melhor. O principal é que o trabalho seja feito com amor, responsabilidade, respeito a todos os parceiros... E com a maior integração possível. Mas não dá pra achar que tudo - processo e resultado - vai ser sempre 100%. Já é difícil individualmente, quando coletivo mais ainda. Por isso o "legal, se ficar legal", do Álvaro, é lição de bom senso, vontade de prosseguir e humildade de saber que nem sempre acertamos. Importante a velha máxima "aprender com os erros".
Como poeta, sei que nem todo poema "canta", mas que, quando canta, nós poetas já temos noção de sua musicalidade; por isso, é importante que tenhamos liberdade de conversar muito com o músico, que não exista essa coisa de melodista dar a palavra final. Todos os parceiros precisam estar satisfeitos antes de "fechar", sem o músico se sentir melindrado com conversa, com sugestões, assim como o poeta não deve se melindrar quando envia um poema e o músico não se identifica, não quer musicar. É 50% de cada, porque nem sempre o músico sente o poema profundamente e, quando isso ocorre, não há o casamento entre letra e música. E nós, poetas, reconhecemos quando o músico acerta a mão na melodia ou não, pois sentimos claramente se ele escreveu o mesmo que nós, musicalmente. Exemplo feliz que vivi disso foi "Palavra no Ar, que fiz em parceria com Cardo Peixoto. Senti que ele captou o recado que eu queria dar e o deu comigo - no ritmo, na melodia, na interpretação... Valorizou a palavra (meu tema) em cada detalhe, com pugência no chamado para "não deixar a palavra cair". Quando ouvi, só pude me emocionar e assinar embaixo (obrigada, Cardo!).
Bem, é isso, gente: poesia é arte, não é só matéria-prima para outra arte. Isso é sempre importante ser lembrado.
Prossigo aprendendo...
Beijos a todos.

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Acho que é isso mesmo , Esther! E é lógico que não dá para os compositores fazerem 'seguro' contra canção pouco impactante. No meu grupo '4+1' (e nós voltamos a nos reunir prás 'compositórias'!), somos cinco compositores e várias de nossas parcerias são finalizadas pelas 10 mãos. O resultado final é sempre uma incógnita e onde a 'nossa cara', a nossa marca pessoal de compositor, pode ficar imperceptível, ou bem pequenina. Mas aí, se a gente encara o desafio diferente com humildade, a gente passa a apreciar aquela canção num misto de autor e fã. Garanto que é um outro prazer, mas é prazer. Bj;

Álvaro

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Opa! Chegando mais um! Sou duas das dez mãos que o mano Álvaro comentou acima. Acho que essa questão de "mais e melhores" tem a ver também com o bom senso. Uma vez João Gilberto disse que já há canções demais no mundo. Acho que canção nunca é demais, mas também o compositor tem que, no ato da composição, pensar se o que está fazendo vai acrescentar algo a esse universo. Eu, particularmente, vivo cheio de ideias, mas confesso que aborto muitas já no primeiro verso. Claro que compor também é um exercício, mas não significa que tudo deva ser mostrado. Há que se deixar a inspiração fluir, juntamente com a emoção, mas também mesclar com o senso crítico. Perguntinhas como "isso é original?", "isso parece com o que alguém já fez?", "é isso mesmo que eu quero dizer?", "isso não é uma composição burocrática?", entre outras tantas perguntas sempre ajudam a evitar que nasça mais do mesmo. Às vezes a saída é simples: lapidar!
Beijos,
Léo.

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Saudações sonoras II...
O tema suscita a participação e todos partem de suas vivências pessoais como não poderia deixar de ser, o resultado que se busca é uma obra (ou qq outro atributo que se dê) que tenha forma e conteúdo com um grau de comunicação adequado à compreensão do outro, afinal o que se cria é para o mundo, não é? Então nesse processo de compor quer seja solo, quer seja em grupo, o bom senso deve imperar no sentido de tornar aquele raciocínio compreensível por quem irá ouví-lo. Entendo que nossa relação na comunidade prioriza a criação lítero musical, é isso? Se for precisamos atentar para a valorização da palavra, não sua supremacia, mas a valorização do conteúdo literário não deve sucumbir à uma forma musical confusa. A música instrumental se vale de um outro universo de estímulos tanto no momento de sua concepção quanto no de sua execução se coloca fora do alcance de nossas ponderações, concordam?

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Gostei muito do que escreveu, Marcos.
Foi exatamente o que eu tentei dizer ao falar que a poesia já é arte antes de ser matéria-prima para outra arte. Não é supremacia da palavra, como disse, mas valorização, para um entrosamento lítero-musical: "Não deixe a palavra cair ao rés do chão [...]". É importante que a música eleve a palavra, não a destrua. Aí se dá algum recado.
Léo, o que você falou sobre senso crítico é bem bacana também. A razão faz parte do homem, e é maravilhoso podermos contar com ela; não deve ser nunca negligenciada. E acrescentar algo ao universo é sempre mais importante que satisfazer nosso ego.
Beijos.

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Pra quem não conhece, achei dentro da minha caixa de Spam um site com um topico interessante sobre as escalas, para quem toca guitarra ou violão e tem a memoria cansada . http://www.cifras.com.br/escalas-guitarra.asp
Espero que seja util pra alguém.

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Caros, nosso companheiro Zé Rodrix publica regularmente seus pensamentos acerca da música no site http://www.lucianopires.com.br/idealbb/forum.asp?forumID=48
Acho uma literatura obrigatória para quem se interessa por música. Segue o “ prefácio” e vocês vão entender do que estou falando.
Abs
Sonekka
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Que texto maravilhoso! O "Hoje não preciso mais coçar as costas..." que Zé Rodrix cantava há alguns anos atrás, já falava sobre esse tema que tão bem desenrolou nesse ensaio. A arte e a maneira de expressá-la em toda sua autenticidade é a verdade que deveria nos reger e não apenas porque isso nos dará fama ou grana. Adorei esse texto apinhado de sabedoria e da tranquilidade que só o tempo pode nos dar. Parabéns! Grande presente, Solange de Paula

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Olá Sonekka. Olá, pessoal.
Estou passando aqui pela primeira vez. Li as postagens feitas até agora e acho muito legal que se discuta a composição, de forma séria e com respeito ao trabalho dos demais. Fiquei muito feliz de ver minhas novas parceiras interessadas no tema. Muito legal.
É sempre difícil saber o que determina a qualidade de uma canção. Até por que este é um conceito bastante subjetivo. Acredito que todas as coisas citadas pelo Marcos Caffé influenciam e, mesmo que todas elas estejam presentes, ainda não poderemos afirmar que o resultado é uma boa canção.
Penso que algumas coisas são fundamentais pra que nos aproximemos de "boas composições". Destaco duas: conhecimento e prática. Não interessa de onde venha esse conhecimento, se é acadêmico, empírico, intuitivo ou venha do espírito santo. Falo do conhecimento sobre as coisas do mundo e da humanidade. E a prática é a velha e inseparável amiuga da excelência. Tem que ralar muito, errar muito e festejar qualquer mínimo acerto que venha acompanhado de aprendizado. E mais que tudo, é preciso errar sempre, mesmo que a percentagem de acertos seja alta. Conviver com os erros nos ensina a experimentar sempre e sem medo. Ao menos comigo é assim.
Acho que seria muito interessante se alguns compositores se dispusessem a falar sobre seus processos de criação. Pode ser um ponto de partida pra muito papo. Ou talvez promover entrevistas e postá-las pra que todos possam ler e comentar.
De qualquer maneira, estamos todos de parabéns por mais este espaço dentro do Caiubi.
Abraços a todos aqui do sul do Brasil.

Paz e sucesso sempre!

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Uma Boa Canção é resultado de Talento Estrada e Inspiração...e eu acho que inspiração não se aprende ,se sente , e ai nasce uma Boa Canção .
Os criterios pra isso ??? existem criterios para a Arte??? A Arte é singular e inerente de Natureza individual e Pessoal , como as nossas digitais...infinitamente pessoal e intransferivel , podendo ser compativel com Talentos afins , como nas parcerias.
Existem caminhos demais pra uma canção surgir e cada autor sabe de si , e ainda assim se surpreende com cada nova estrelinha que nasce do seu coração.... Canções são estrelas , são momentos unicos e quando se ouve a Boa ,o coração avisa e a alma agradece .
Conheço uma canção que diz : Pinte na escuridão uma estrada de Luz .... deixe cantar a inspiração , ouça seu coração .
Aqui onde estamos nós (Caiubi) ,sabemos , podemos sentir e tambem experenciar com todos esse lindo Oficio, que é na verdade um presente que recebemos do Céu....poder escrever e fazer Boas Canções , isso eu desejo a todos!!!
BjS
Márcia Peres

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Realmente, arte é pessoal e no meu parco entendimento nasce da procura incessante por um equilíbrio entre nossa vida interior e a vida exterior. O conflito e a contradição dessas relações é que vamos expressar através da arte. Por isso, talvez, os processos de criação são inovadores. A criação se dá no plano individual, mas é expressão do conhecimento coletivo acumulados desde a pedra lascada. Portanto o “eu criei” está assentado sobre tudo que foi desenvolvido antes de nós. Daí deriva outra conversa: “eu criei é meu”. Será?
Bem, isso é papo pra mais de km.

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