Euforia
Se eu fosse
Vc não sentiria
E talvez nem houvesse
Quem me magoasse com
Essa euforia
Se vc viesse
Eu não a teria
E, com certeza, finalmente sentisse
Essa sensação de alforria!
Como eu queria ter feito vc partir
Me permitindo a sonhar
Evitado me repartir
E com meus cacos
Parado de me ferir
Como eu queria ter feito vc voltar
Ter visto vc chorar
Evocando meu sorriso
E com minhas garras
Te machucar
Amor em rota de colisão
Não tem linha reta de saída.
Não tem linha reta.
Não tem linha e não tem reta.
No amor vivido só têm curvas.
Algumas que emocionam.
Outras que assustam.
Muitas que nos desafiam.
Todas nos levam ao um fim do caminho.
O que vale em tudo isso foi a nossa viagem.
O destino sempre será um fim.
Mas também uma forma de recomeço para que possamos ter o prazer de viajar novamente.
E la nave vá...
...
O que fica são as lembranças do coração
Não era uma vez....
Histórias de quem não fez
Relatos de quem não chegou
Partidas de quem não foi
Verdades de quem mentiu
Ainda a Viver...
Viver a vida sem ter vivido
é lançar-se no escuro. Obscuro
Os sorrisos são dúbios
As lágrimas sentem, mas não apreendem
O repente é previsível e premeditado
Mas, ainda assim, tudo é engraçado....e sem graça!
Viver a vida sem ter vivido é se esconder em refletores.
O brilho é opaco. Vazio. Ilumina, mas não brilha
As rugas são poucas
As histórias são estórias
As culpas são inocentes e as expressões inacabadas
Mas, ainda assim, os argumentos são sedimentados....e fracos
Viver a vida sem ter vivido
é não colecionar rancores
Esquecer memórias e cultivar lembranças
Identificar dores, sem sofrer...
Viver a vida sem ter vivido
é estar vivo sem ter morrido
Mentiras
A mentira tem sua verdade nos
Olhos de cada um.
Deve ser apenas imaginada, jamais assumida
E deve transformar em realidades
Tolas e íntimas fantasias.
O imaginário deve ser repartido...multiplicado
E seu deleite está em alcançar a alma do próximo
Em cultivar suas reações e transformar suas dúvidas em nossas verdades
As verdades viram mentiras quando machucam e
Mentiras viram verdades quando justificam nossas crenças e vencem nossos medos.
Vivenciar a mentira é incontrolável
Interpretá-la é nosso desafio
Mentir nunca foi nobre, mas permitido
Ouvir a mentira, dói.
Falar a mentira, consola
A mentira é a verdade do que gostaríamos de ser...ou esconder
Da realidade de cada um.
Será que é possível pressupor
Que tenha verdade em nossas mentiras?
Será que é possível duvidar
Que tenha mentiras em nossas verdades?
Será que é possível acreditar?
Verdades
A verdade está escondida no
Universo de cada um.
Deve ser sentida, não lida
E muito menos dita
Só retida.
Os universos são abertos na amplidão
E fechados na sensação e em nossas reações
As mentiras viram verdades quando enobrecem e
Verdades viram mentiras quando machucam.
Sentir a verdade é incontrolável
Ler a verdade é contornável
Dizer a verdade tornou-se nobre
Sentir a verdade, dói.
Omitir a verdade, mata
A verdade está escondida no
Universo de cada um.
Será que é possível acreditar
Que cada um tenha um universo?
O limite é mesmo tênue?
Falar de limite é um requinte que nos torna tênues com a nossa vida, mas nos habilita a questionar a liberdade e querer o convênio com o desconhecido...
Abrir a porta de nossa intimidade requer mais maturidade do que compromisso com si mesmo: significa abrir mão dos próprios preconceitos, de alguns trejeitos e mergulhar em um desconhecido que nos torna felizes e medrosos ao mesmo tempo!
Não quero camas king size e nem cobertas em minha vida...Prefiro a invasão de privacidade, que nos torna órfãos da liberdade, mas escravos da felicidade!
Ai, que medo!
Ai, que vontade!