

O amor, o sorriso e a flor de Fred Martins à bossa nova Nascido em Niterói, Fred Martins estudou contraponto e harmonia com o maestro alemão radicado no Brasil Hans-Joachim Koellreuter, professor de Tom Jobim e Paulo Moura, dentre outros grandes nomes da música brasileira. Estudou ainda arranjos com Yan Guest, professor húngaro que veio para o Brasil em 1957 e aqui se dedicou a ensinar música a músicos brasileiros.
Começou aprendendo o Fred Martins, e em 2001 lançou o seu primeiro CD, Janelas; em 2005, o segundo, Raro e Comum; em 2006 ganhou o prêmio Visa de melhor cantor; e em 2007 lançou Tempo Afora, lançado também em DVD em 2008.
Como compositor, dentre outras, Fred Martins teve “Novamente” (com Alexandre Lemos) gravada por Nei Matogrosso; “Flores” (com Marcelo Diniz) gravada por Zélia Duncan; e “Sem Aviso” (com Chico Bosco) gravada por Maria Rita.
Agora, em seu quarto álbum, Guanabara (Sete Sóis), o compositor, violonista e cantor Fred Martins buscou a sonoridade que sempre lhe disse muito à alma e cujos sons e intenções, nem sempre nítidos nos trabalhos anteriores, estavam por vir à tona em forma de tributo a um estilo musical que o marcou desde sempre: a bossa nova.
Gravando ao mesmo tempo a voz e o violão, de modo a que tudo soasse o mais vivo possível, ele reaviva um tempo em que o violão e a sua batida sincopada eram colocados na “cara” do ouvinte. Assim, os arranjos foram criados de modo a buscar o algo mais sempre presente nas gravações seminais da bossa nova, principalmente nas de João Gilberto.
A bateria tocada por Marcio Bahia em sete das treze faixas do álbum lembra a pulsação de mestre Milton Banana nas primeiras gravações de João Gilberto, assim como a percussão de “Doce Amargo” – dedicada por Fred e por Marcelo Diniz a Baden e a Vinícius – relembra a de Pedro Sorongo para “Sorongaio”, música de Pedro, gravada no LP Baden Powell À Vontade (Elenco), em 1963.
Em alguns momentos na flauta, Marcelo Martins (arranjos para sopros, saxes e flautas) relembra outro ícone da música brasileira: Carlos Cópia, o genial Copinha. E as cordas para as quais Jessé Sadoc fez dois arranjos têm momentos que nos remetem às do memorável maestro soberano Tom Jobim para o LP Chega de Saudade, de João Gilberto.
Assim, todos os sons presentes em Guanabara são fruto de uma reverente homenagem prestada por Fred Martins à bossa nova. Para ela ele canta de forma contida, com a afinação e com o suingue que Deus lhe deu, cada uma de suas músicas e toca violão como que pedindo a benção aos seus grandes inspiradores.
Fred compôs para prestar à música que sempre o inspirou um tributo que ininterruptamente achou que deveria prestar, dando-lhe o melhor que seu talento pudesse criar.
E o CD de Fred rola límpido, macio, cheio de bossa e malemolência. Pleno de melodias ricas em achados e de harmonias desenhadas num pano de fundo que flui da música deste ótimo compositor. Um intérprete sedutor, um fascinante violonista.
Caixa de Recados (249 comentários)
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\o/
beijoooooooooooooooooooooo
Amei sua foto também! Vou ficar por aqui mais um pouco para ouvir as musicas. Um bisous carinhoso pra voce.
Obrigado Monika!
Se houver possibilidade de enviar fotos tbm agradeço
Bjs
bjs querida
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