Clube Caiubi de Compositores

Olga Cris
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Olga Cris

ENTRE MUNDOS








Eu te alinhavei em redes
transparentes carentes
Te lancei em desejo
crédulo de amar sem
pensar o pesar
De querer te encontrar
entre mundos mudos
Só entre mundos
eu te queria
e sabia que
te encontraria

Num intervalo de linhas
te partiria em instantes
de ser o que seria
se não fossem tantos
vazio… Continuar

Postado em 25 novembro 2009 às 18:00 ‚Äî 1 Comentário

Olga Cris

Todo mundo é sozinho na casa da humanidade


(Foto: Hugo Tinoco)


Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gost… Continuar

Postado em 2 novembro 2009 às 17:33 ‚Äî 1 Comentário

Olga Cris

Somos ...


Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais; somos também, o que lembramos
e aquilo de que nos esquecemos;
somos as palavras que trocamos,
os enganos que cometemos,
os impulsos a que cedemos,“sem querer".(Sigmund Freud)

Postado em 23 março 2009 às 9:30 ‚Äî

Olga Cris

Cair ... ?


"RECUSE-SE A CAIR SE NÃO PUDER SE RECUSAR A CAIR,
RECUSE-SE A FICAR NO CHÃO.
SE NÃO PUDER SE RECUSAR A FICAR NO CHÃO
ELEVE O CORAÇÃO AOS CÉUS E,
COMO UM MENDIGO FAMINTO,
PEÇA QUE O ENCHAM,
E ELE SERÁ CHEIO.
PODEM EMPURRÁ-LO PARA BAIXO.
PODEM IMPEDI-LO DE SE LEVANTAR.
MAS NINGUÉM PODE IMPE… Continuar

Postado em 27 fevereiro 2009 às 11:00 ‚Äî 1 Comentário

Olga Cris

LUCIDEZ PERIGOSA Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é um…


LUCIDEZ PERIGOSA Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.

Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que en… Continuar

Postado em 8 fevereiro 2009 às 19:48 ‚Äî

Olga Cris

Acho que somos loucos porque não temos medo de amar e nos entregar, não temos medo de correr riscos…


Acho que somos loucos porque não temos medo de amar e nos entregar, não temos medo de correr riscos,não temos vergonha de sermos encarados como ridiculos, pq pra nós o importante é correr atrás da nossa felicidade. Sou louco quando falo que sei amar
Sou louco quand… Continuar

Postado em 8 fevereiro 2009 às 19:26 ‚Äî

Olga Cris

Desenho


Traça a reta e a curva, a quebrada e a sinuosa.
Tudo é preciso.
De tudo viverás.

Cuida com exatidão da perpendicular.
e das paralelas perfeitas, com apurado rigor.
Sem esquadro, sem nível, sem fio de prumo, traçarás perspectivas, projetarás estruturas.
Número, ritmo, distância, dimensã… Continuar

Postado em 23 janeiro 2009 às 20:50 ‚Äî 1 Comentário

Olga Cris

Palavras flutuantes


(Foto Sergio Pinto)

Em minha imaginação existe um lindo mar de palavras flutuantes, leves e transparentes como as brumas de um mundo mágico que se faz e se desfaz, que vai e vem, vai e vem. Assim são as palavras , como eu as tenho ... Sempre foi assim, minha vida povoada de palavras, lendo livros e mais liv… Continuar

Postado em 23 janeiro 2009 às 10:00 ‚Äî

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Caixa de Recados (22 comentários)

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Às 11:18 em 5 dezembro 2009, Carlos Ribeiro disse...
Olá Olga, fico muito feliz pelo elogio e também por voce estar disposta a colocar minha musica Sensatez na sua lista de musicas.
Espero estar gravando outras canções numa próxima oportunidade e continuarei disponibilizando no site do Clube Caiubi.
beijo e abraço e tudo de bom pra voce!
Às 12:10 em 30 novembro 2009, Douglas Pessanha disse...
O engano na maioria das vezes precede o acerto.
Às 9:13 em 28 novembro 2009, sopadeletrinhas disse...
Valeu, Olga! Mi casa, su casa. Bom passear por aqui também, entre as tuas cores e teu poemas. Beijão.
Às 7:56 em 26 novembro 2009, Jobinho Minas disse...
Olá Olga!
Obrigado pelo carinho, sucesso na sua vida em todos os sentidos e música sempre! Bjs
Às 19:46 em 25 novembro 2009, Álvaro Cueva disse...
Grato, minha querida! Pois volte sempre, pois a casa é sua! Bjão;

Álvaro
Às 19:19 em 25 novembro 2009, paulo newton disse...
Obrigado pela visita Olga,grande abraço!!!
Às 18:35 em 25 novembro 2009, Ivan Barnabé Sitta disse...
Obrigado pelo carinho da Visita Olga ! a Sua página também é como um refrescante passeio pela natureza, daqueles que purificam a alma!, parabéns linda, fique com Cristo
Namastê
Ivan
Às 1:28 em 7 maio 2009, Geraldo Maia disse...
NOITE SEM OLHOS

de um cristal com sono esculpi teu beijo
e da fome ancestral da cebola colhi meu riso
estavas num barco sem pétalas só um símbolo
de asas inquietava teu colo na noite sem olhos

e de ti me tomastes pelo avesso
de tua fundura onde um menino dança
de tua flor sem soluços principiei meu sonho
estavas nua e apenas o som te amava

o sol sem ruas esperava o mel de tua pressa
e por aí andavas desde que me viciei em tua ternura
ah flor de saudade água de pássaro com soluços
talvez ainda em mim resista a sombra do teu rastro

escrevi para ti um mar em forma de grito
estava em pleno abraço com o abismo
então chegaram tuas coxas de argila
dois túneis de alasbastro com corcéis famintos

mas não havia para mim senão teus dedos
a pintar de chuva os desvios do coração
não havia cor nesses versos fatigados
de ânsia e de soldados

Então alguém apaixonado plantou um
pouco de música no poema
mas não havia sequer um poema ou lago
era só uma paixão dessas viciadas em pássaros
do mesmo sexo que a música no poema
nenhum mérito de improviso
o amigo põe música no amigo
e apenas por isso a poema existe

nada em si mesmo justifica seus versos
nada só a trama das espadas
nenhuma metáfora que o valha
nenhuma invenção do vazio ou
um arquiteto de plumas

e é tão leve a perfeição que resvala
na primeira falha de tua palavra fria
tão fria que não cabe mais num rio
só sabe perseguir relógios de alma antiga
são parecidos com lágrimas encardidas
dessas com o soluço envelhecido

um dia esperam que o barco engula o nevoeiro
e possam então olhar
e compreender que o cais não tem outra porta
que amanhecer

Beijo,

Geraldo Maia
Às 9:39 em 27 abril 2009, Geraldo Maia disse...
MORTE CORROMPIDA

Vinhas de dentro das cicatrizes do vento
de lá dos caminhos do silêncio
Vinhas ao vencer o vazio da velocidade
emaranhada nos espinhos da saudade
Vinhas certeira que nem pedra abandonada
Vinhas do nada a morder sonhos e rugas
Vinhas enxuta e certeira feito pássaro e rua
O sol engasgado do inverno
tecia tua chegada com mãos de manhã
A flor do tempo pousava em tua boca
o beijo de pétala inacabada
E quando da via látea emergia o som
de partir
chegavas com tua blusa de punhais e licores
paciente e faminta ocupavas teu lugar
à mesa
que sempre tinha um nome de asas de improviso
Lentamente chegavas com tua lâmina de raio
ou com teu jeito de fuzil com olhos
Nem parecias essa menina em retalhos
a fuçar destinos nos escombros das esquinas
ou repentina lua de lâmina crua
ou estilhaços de ódios
respingos de um ácido cínico
a colorir de noite a hora indesejada
Agora não há mais o ritual do rio extremo
No máximo o tremor do medo
A invalidez do afago
Agora chegas numa explosão incessante
e antes te preparavas docemente
trazias o mel do sono para celebrar
em tua vinda
o processo da caminhada
Agora quedas corrompida
mera cortezâ das ruas do infinito
Teu prêmio agora é um buraco triste
com um gosto indigno de tua fibra
Agora tremes ante teu espelho
Te acovardas porque ainda é cedo
mas é tua sina mesmo garimpar larvas
e de teu casulo crescem as palavras
que te conduzirão outra vez
quem sabe
ao jardim dos infernos

Geraldo Maia

grato,
paz e luz
Às 18:17 em 26 abril 2009, Geraldo Maia disse...
UM INFINITO POR SEGUNDO

a mim interessa que estejas viva
um infinito por segundo
importa para mim que estejas no mundo
e só exista porque estás inteiramente única
tudo ganha vida porque estás viva
quando estás em vida o universo gira
no teu sorriso
quando respiras é o mar que adormece
fatigado de tua espera
e tuas mãos arquitetam pontes
por onde o vento escapa da solidão dos bares
em tuas veias passam versos em fuga
do morde-assopra arritimado
que o coração nada entende
de regras e compassos
apenas canta sua louca batida de emoção
sua canção de entorpecer vazios
tudo em ti tem um significado intenso
importa muito para mim que estejas nua
a gritar na noite teu filho morto
teu grito de azeitona e pântano púrpura
importa para mim tua cadela sísmica
tua tempestade de magoas
que logo escorre na vitrine da loja de
pequenos escuros em laços de cristal
e piano
eu quero o teu mundo de dança e revolver
teu fecho-eclér com sono num vestido morto
como aquela criança que nos olha do abismo
com um sorriso de perdão insuspeito
vem para o meu jeito de dizer que te adoro
para o meu colo que te fustiga e acalenta a loucura
vem
vem
vem enquanto nenhuma palavra vale coisa alguma
vale mais que tua presença em meus braços sem rumo
e a noite de inverno é uma miragem dura
mas logo alguém oferece um café e convida para
morder a lua cheia
da janela do quarto
então abraço tua presença
arranco as farpas e os revides
e te faço um convite
ao amor
sob todas as rimas

Geraldo Maia
 
 
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