Você quer um CD AGRIDOCE?

Fonte Wikipedia
Sonekka começou em disco em 2003 com o CD "Incríveis Amores". Um CD conceitual com letras falando de Amores que não dão certo por vários motivos, desastres amorosos diversos que desafiam o pensamento vigente de sobre música romântica, inspirado na obra "Risíveis Amores" de Milan Kundera. Ao mesmo tempo , a sonoridade traz ganchos claros da obra dos Beatles e das bandas ncaionais dos anos 80. Teve algumas dessas canções também lançadas em coletâneas no Brasil e no exterior.
O segundo CD de Sonekka, Agridoce, é lançado em consonância com o seu tempo.Sem gravadoras, sem venda em lojas. Nem caixinha plástica, nem encarte com letras minúsculas e bagunçadas. Artista ligado a novas tendências, ele preferiu lançar o disco somente na internet, pelo iTunes, em 25 países através do selo Koala Records do Japão. Para os brasileiros,uma versão – à venda no site sonekka.com.br – em um encarte luxuoso, com design do artista Murilo Martins. Na forma de um livro, traz todas as letras acompanhadas de pequenas crônicas que montam cenas do universo do disco, numa mistura muito feliz. A mistura é uma marca do compositor Sonekka. As doze músicas do CD não respeitam um estilo determinado. Vão do rock, do pop e do blues a ritmos brasileiros, num tempero bem dosado do que o próprio título do CD anuncia: Agridoce. O mix entre o doce e o azedo é que aparece nas letras. Uma têm como base a crônica social, com um olhar atento à realidade, é o caso de Jornal das Dez (Sonekka/Gilvandro Filho) e Como Diria Agenor (Sonekka/Vlado Lima). Em outras fala de relacionamentos, desfeitos e refeitos, a linha que remete ao disco anterior do artista, Como em Mala sem Alça (Sonekka/Léo Nogueira) e A Marca da Cal (Sonekka/Ricardo Moreira). Nas 12, boas sacadas de letristas da nova geração, que deixam o lugar-comum de lado para explorar novas fronteiras.Rancorosos ditos de forma suave como em Cisco no Olho (Sonekka/Lis Rodrigues/Ricardo Soares), que diz "hoje você é somente um cisco nesse meu olho/não significa nada e ainda assim me faz chorar".Em outras a linguagem ácida pra dar toques sutis de esperança e boas verdades como em "Como diria Agenor", nuam clara alusão à Cazuza. A música Agridoce (Sonekka/Zé Edu Camargo)veio depois de escolhido o nome do trabalho e funciona como uma espécie de elo entre os dois lados do artista. Isto fica claro quando a letra diz: "eu sou duro na queda, hardcore/mas não perco a ternura jamais" tudo costurado com o baixo de Sizão Machado e o piano de Roberto Lazzarini. As participações especiais também demonstram a preocupação com a pluralidade. Vão da verve roqueira e contestadora de Zé Rodrix, que toca piano e teclado em duas faixas, à percussão arrebatadora do inglês Cris Wells, em Batendo Água. O grupo paulistano de compositores 4+1(Kana,Alvaro Cueva, Márcio Policastro,Alê Cueva e Leo Nogueira) participa de Será Que Estou Viajando? (Sonekka/Márcio Policastro), um rock suingado e de letra bem-humorada. Fechando o disco, mais três participações especiais. Guarabyra,Celso Viáfora e Élio Camalle se unem a Sonekka para cantar Balada Perdida, composição de Camalle, que ambienta a letra em bares tradicionais de música pra dizer "Eu não te amo Espanhola, eu não te amo mais" na voz de Guarabyra.
1. Em 2008, como interpréte, participa da trilha sonora da novela "Amor e intrigas" da Rede Record
2. Em 2008 o CD Agridoce recebe o Prêmio "London Burning" de Disco do ano na categoria MPB.
3. Sua verve melódica também pode ser ouvida em trilhas instrumentais em parceria com Nando Lee, em documentários do museudapessoa.net
4. 4. Em 2005, junto com Zé Edu Camargo, produziu o espetáculo "Dois em Umas" só com parcerias de ambos. Inovador, no dia seguinte quem foi ao show pôde baixar a gravação e gravar num CD virgem que foi distribuído com encarte na entrada do show.