Onde a música nova se encontra
Bem-vindo ao
Clube Caiubi de Compositores
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Iniciou esta discussão. Última resposta de Vuldembergue Farias 16 Dez, 2009. 2 Respostas 0 Promoções
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Hoje, eu vou brincar com a fantasia da folia
Como eu queria que você aqui estivesse
Que me quisesse, me dissesse que encontrava
Uma saída para essa tal de tristeza
Não sofro mais
Crises existenciais
Não, se você estiver comigo enfim
Pelos carnavais sem fim
Anda minha alegria como eu queria
Te ter pertinho de mim
Numa dança sem parar
Até o raiar do dia, alegria
Vem com a bondade de Deus
Manda pra tristeza um adeus, alegria
E teu povo contagia
CHOVE CHUVA
Chuva, deixa de farofa,
De chove não molha, me deixa em paz.
Hoje estou resfriado,sem grana e sem saco
Nada me compraz
E presta atenção no que digo,
Não brinca comigo, para de chover.
Eu sinto ter que lhe dizer, vaza, vai embora
E seja fugaz.
Chove chuva chove, mas não molha meu amor
Faça uma ação bonita, deixa de fita, só mata o calor.
Chove chuva chove, mas não molha meu amor
Faça uma ação bonita, deixa de fita, só mata o calor.
Nesse chover no molhado deixando ensopado
O meu coração.
Como em Dançando na chuva, cai como uma luva,
Ensaio e ação.
No tempo todo encharcado,
Com todo cuidado pra não escorregar
Pois se qualquer pirueta,
É uma falseta pra me derrubar.
Chuva, dê licença, a sua presença
A sua sentença, me tira do sério.
Então se mande urgentemente
E concomitantemente me leve o tédio.
LIMITES
Quero falar sobre
Os extremos de pequenos
Espaços
Limites, tempos, distância,
Lenta velocidade
E intervalos.
Diminutos
Laços e abraços,
Discretos olhares,
Incontidos andares,
Mera felicidade
Entre o ter e o poder.
Separa-me
Dessa realidade,
Menor, igual, maior
Que meu desejo de ser,
De estar no limite
Do meu particular.
Prendam-me,
Deixem-me estar,
Na divisa do bem e do mal,
Entre o antes e o pós
O fundo e o raso
Entre laços e nós.
Viver de fachada,
Ou viver discreto,
É como concreto aparente,
Sente quem vê,
Excede o limite,
Da vida corrente
SER SUPREMO
Primeiro, último e único
Está certo em linhas tortas
O acento é sempre tônico
Está nas folhas vivas ou mortas
Não sabe o que são derrotas
Espírito, carne e sabedoria
Na difusão dos ensinamentos
Pela nossa hipocrisia
Pelas contas, é mais, sem menos
Finito e infinito
No futuro e no presente
Está na Lei, está escrito
Para o proscrito e o ausente
Quem quer um conselho, tome
Não se fale em seu nome
Não se faça uma promessa
Não se cale o sobrenome
Nem pense que não interessa
Pra que tanta pressa?
Ao sinal dos tempos vãos
E dos pedidos extremos
O que será de nós senão
Apelar a um ser supremo.
OPINIÃO
(Letra de France da Matta e as expressões em negrito são nomes de músicas de minha autoria)
Fuja do CONFLITO INTERIOR
E das INCERTEZAS
Isto é SURREAL, é ILUSÃO
Aposte no AMOR E PAIXÃO
Diz a SABEDORIA POPULAR
Não viva no UNIVERSO PARALELO
Sei que tem o seu SEGREDO
E o medo de RECOMEÇAR
E vive de DELÍRIOS
Mais te faço um APELO
Livre-se d’O MEDO
Não ligue pra CRENDICE
Seja um GIRASSOL
E aprenda a VIVER BEM
Deixa de PIRAGEM
Que vida, MINHA AMIGA
Lembre-se da AÇÃO E REAÇÃO
Ou viverá como uma GANGORRA LOUCA
Como o RIO E EU.
VALSA ESPANHOLA
Andando pelo Bétis de Andaluzia
À beira do Mediterrâneo vejo o mar
Hoje, oh! Guadalquivir
Me leva para o mar
A procura de Dolores Sierra
Pela terra, feito abelha
Nas pistas vermelhas
Com espelhos volto a ver
Meu bem querer
Naquele navio, por um fio
Por instantes torno a sonhar
Com aquele olhar
Não tem mais beira do cais
Nem tem mais castanholas
Não tem companhia
Sem sarjeta, sem peseta
De noite e de dia
Ninguém lhe dá mais
Volto à realidade dura do trabalho e solidão
Com a ilusão de um dia te encontrar
E nunca mais deixar
Partir para Barcelona
Viver sob a mesma lona
Sem pensar que um dia houve adeus
E agradecer de novo a Deus
A vida afora
SER FELIZ E BEM VIVER
O bom cabrito não berra
Mas não tenho que engolir sapo
Nesse mundo quem não erra
É porque está no buraco
Esse cara é um louco
Mas ele tem muito juízo
Todo mundo tem um pouco
Da excelência do "ISO"
Quem muito abaixa a cabeça
Mostra o fundo das calças
Faça com que aconteça
As coisas sempre de graça
Mas quem tem a costa larga
Pode agüentar o tranco
De trabalho, dessa carga
Eu estou lhe sendo franco
Esses ditos populares
São pra alertar você
Para não abdicares
De ser feliz e bem viver
CONFLITO INTERIOR
Corre em minhas veias
Esse sangue colorido
Como se fosse uma teia
Com o fio corrompido
Entre lapsos de tristeza
E alegria que me tiram a sutileza
Sem forças para dominar
Esse amor que é um mar
Tudo se complica
Ao te ver passar
Seguir sem pensar
Isso é o que implica
Demonstrar nobreza
Na tua presença
Prefiro ausência
A mostrar tristeza
Enquanto luto contra esse amor
Que já muito intenso
Enquanto eu fraco for
Me deixa mais tenso
Sem te poder ter
Preciso força
Prá não perder o senso
SURREAL
Bem no deserto profundo
Bem no meio do oco do mundo
Num segundo percorro uma vida
Sem ter peso e sem medida
Nunca se sabe o que vem
Certeza também ninguém tem
Olhar para frente ou pra trás
Sem ficar com o pé atrás
Se eu tivesse a razão principal
Sairia na folha central
Poderia encarar o futuro
Pra sair do imenso escuro
Tomando um caminho aberto
Certamente seria concreto
Caminhando ou voando veloz
Como um bicho ou um ente feroz
No caminho poente do sol
Ou do cometa do arrebol
Na chapada ou no pantanal
Entre o surreal e o real
AMOR E PAIXÃO
O amor é como o tempo
Lúcido, firme, constante
Paixão é como o vento
Extravagante
Sem direção
Inconsequente
Louca
Sabor ardente
No mar de amor e paixão
Maior abismo
Fosso profundo
Tamanho do mundo
Profano e puritano
Tal qual pororoca
Tal qual rio e oceano
Tal qual cinema e pipoca
UNIVERSO PARALELO
Imagino o mundo de Nárnia,
Onde preconceitos, vaidades e culpas
Não podem entrar.
Ah! Aslam, criador de todo esse universo
Seu protetor em prosa e verso
A feiticeira branca foi derrotar
Assim aqui também quimera
Num universo paralelo
Das casas de troca de pares
As coisas fora de lugares
Ao som de Bolero de Ravel
Nem parece o castelo Cair Paravel
SEGREDO
Na imensidão do teu sorriso me perco em vida,
Sentida, vadia,
Vazia de medo
Segredo que guardo em mim, assim brinquedo
São fortes emoções pra ternos corações
Quero revirar-te pelo avesso, amar-te
Na mais completa intensidade me render aos seus caprichos
Feito bichos, amar sem pressa ou depressa
Chegar ao seu final, afinal
O que fazemos, desfazemos, refazemos tudo
E começar de novo olhando estrelas
Como aquarelas
Tão perto assim
E quem que está no céu, oh lua, tão tua?
DELÍRIOS
Tua boca, tuas cores, teus sabores meu desejo
O teu cheiro, tuas curvas, quando turvas minha visão
Os prazeres são momentos bem felizes
Quando dizes coisas dentro dos lençóis
Como nós sempre ávidos do outro
Como loucos nos fartamos de amor
Tua boca, tuas cores, teus sabores meu desejo
O teu cheiro, tuas curvas, quando turvas minha visão
No ardor da entrega indecente
Na corrente do sangue audacioso
Nós vivemos um delírio inconseqüente
Na volúpia do desejo impetuoso
APELO
Um amigo disse entre os senões
Essa vida já está muito feia
Para se falar de decepções
O que nos norteia
É o amor, a alegria e as emoções
Deixo de lado o crime, a maldade e o medo
Aqui eu faço um apelo
Vamos sentir o calor humano, a luz da lua
E o brilho do sol no meio da rua
Não se fala mais em romantismo
Mas somente no consumismo
Canto a vida, mar e amor
Na felicidade estou
Porque isso não é viagem,
Fora de moda ou bobagem
Utopia, infantilidade
Mas é pura autenticidade
CRENDICE POPULAR
A crendice vem da ignorância
Do medo e feitiço, do diabo
Aparece em toda circunstância
De temor, do inferno e pecado
Para conquistar os favores
Na esperança de não ter mais dores
São promessas também simpatias
Nas novenas, nos cultos, nos dias
Destinados aos santos protetores
Das famílias
Medo da perseguição, dos temores
Dos espíritos inferiores
Do vacilo aparece até a mais nórdica Valquíria
O Saci, Curupira, Yara
Mãe d’água, Caipora, Quebranto,
Negrinho, Boto, Besta-fera
Anhangá,
Lobisomem, Cuca e fantasma
Olho-gordo, bruxa, mau-olhado
Mula-sem-cabeça, Boitatá
Da crendice formou-se uma idéia
Progressão da cultura popular
O medo fez nascer a platéia
De crendeiros a acreditar
GIRASSOL
Como o girassol que acompanha
Por natureza o sol
Os meus olhos se derramam
Pelas ruas como um farol
Como o girassol na luz
Eu também te sigo os passos
E o meu olhar reluz
Quando perto de mim passas
Cada olhar é diferente
Mesmo o meu e o do girassol
Cada um olha pra frente
Em busca de um farol
Que ilumine o caminhar
Um quer ver o sol
O outro o teu olhar
Pois ninguém quer ficar só
VIVER BEM
Como disse Ortega Y Gasset, o espanhol
Somente o supérfluo é necessário
O mundo não é indiferente para o homem sob o sol
E não importa só viver, mas viver bem é o cenário
Ser feliz sem um olhar estressante
Sem muro e sem conduta extravagante
Eis a questão!
Em minha opinião
Viver bem nesse mundo
Não pode ser o eu sozinho
Pois até entre os espinhos
Nasce um amor profundo
PIRAGEM
Queria ser como um mestre de bateria brincando nas ruas
Queria ser como uma nave no mundo da lua
Queria ser com um passista no Maracanã do samba
Queria ser uma alegria no meio da rua
Entre tantos e quantos
Entre mundos e fundos
Poeiras e santos
Entre cores e assuntos
Na organização da escola
A flutuação no espaço
No compasso e no passo
A alegria do palhaço
Me encontro ansioso
Vou pro meio da praça
Canto um canto mentiroso
Chuto o pau da barraca
Me encontro ansioso
Vou pro meio da rua
Conto um conto mentiroso
Vou pro mundo da lua
QUE VIDA!
Mãos vazias, coração cheio de nada
Mente desocupada
Vida sem emoção
Obedecer é preciso
Não é o paraíso
Nem é felicidade
Não é amor
É nada, é mesmo nada
Vida, vida, vida
Até quando essa bendita
Vida de submissão?
Vida sem segredo
Sem aventura
Sem sentimento
Só amargura
E medo
AÇÃO E REAÇÃO
Nas voltas do mundo
Procura-se a paz
Muito mais que na guerra vã
Ou na insana mente
De quem nem tem talismã
Em cada humana
Ação reage a terra
Destruindo com furor
A natura não erra
É enchente, é frio e calor
De cada ação
Vem a rea...ção
Como chapa de ferro quente
Que não perdoa
E queima intensamente
GANGORRA LOUCA
Olha que gangorra louca
Nunca tem lados iguais
Quem na vida luta pouco
Pouco ou nada tem a mais
A minha vida
Tal qual aquela cordilheira
Cheia de altos e baixos
Como o rio e a cachoeira
Ela é como a tábua de maré
Que vai e volta que sobe e desce
Como quem quer e não quer
Ah! essa vida
Que no mundo nos fascina
Se compara a um avião
Ora em baixo, ora por cima
Um ioiô, sem uma definição
Lá e cá, sem ficar
Sempre na mesma posição
A nossa vida
Como as fases da lua
Que está no oriente
Ou cadente no ocidente
Brilhante, linda, pura, nua e crua
Sensual, quando está
No meio da rua
O RIO E EU
Rio que nasce riacho,
Encantado, eu acho
É coisa que vem de Deus
Os caminhos teus
Não pedem passagem
Na mesma viagem
Vai no mar desaguar
Vai no mar desaguar
Parece uma procissão
Vagaroso sobre o chão
E ainda agoniza
E se penaliza
Da sina que tem
E melhor que ninguém
Sabe aonde vai chegar
Sabe aonde vai chegar
Tua sinuosidade,
Tua lenta velocidade,
Teu remanso, tua vida
Lembram aquela partida
Em que ela me deixou
E nunca mais voltou
E meu coração, como tu
Em um corpo quase nu
Vai desfalecendo lento
Vai embora com o vento
Vai sofrendo lentamente
Vai morrendo lentamente
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Postado em 8 janeiro 2012 às 18:00 0 Comentários 1 Promoção
Show autoral "Vida de Compositor" com Vuldembergue Farias e Evaristo Filho, no Teatro Dragão do Mar, dias 8 e 15 de janeiro, às 18:00h. Ingressos: R$ 2,00 - Meia: R$ 1,00.
Sandra Moura disse... Vul querido amigo e parceiro, estou em dívida amigo, há tempos não passo por aqui, vou ficar um pouco te ouvindo, me deliciando com a suas novas crias, tão boas de ouvir...
Muita luz!
ETELVINA GONÇALVES da COSTA disse... Oi Vul passei para te cumprimentar e ver novidades . vçê está bem ? bj Té
Luiz Carlos Santos disse... Olá amigo, passando aqui para ver as novidades e ouvir um pouco de boa música.
Mande noticias meu parceiro, espero que estejas bem.
Abraços
France da Matta disse... Vul ,estou acertando as coisas por aqui fique tranquilo,por conta do feriado de amanhã te retorno na quarta com o endereço pra fazer o flyer.
Bjos de luz parceiro
Ana Paula Fumian disse... Valeu Vul pelo apoio no concurso ta?
Airton Meireles disse... Olá, Vu,
Vá embora é mais uma composição com a sua marca registrada e que nos leva a nos deparar com o existencialismo que talvez nunca deixará de acometer a todos aqui nesse plano onde nós vivemos. Mais uma vez eu viajei tanto na letra quanto na linha melódica. Parabéns.
Vul,
estou aqui te visitando e apreciando lindas canções.
Parabéns, beijos!
JOSÉ CARLOS DE SOUZA disse... Que música bonita, parceiro! De um romantismo bem trabalhado. Gostei! Parabéns!!!
Abs, José Carlos
Luiz Carlos Santos disse... Vá Embora não meu amigo, se não como vou poder ouvir coisas bonitas como essa?
Parabéns meu amigo por mais essa parceria.
Abraço!
É mais uma linda Canção Vuldembergue, apaixonada restrita aos seres que amam, ufa é uma viajem, abraços.
© 2012 Criado por Sonekka.