“A composição para mim está em aberto como a minha vida, eu tenho influência de tudo quanto é canto, não só a influência musical, mas influência de gente.”
Janaína Mesquita
Carioca da gema, compositora com mais de 20 anos de carreira, Janaína Mesquita esbanja cultura pelos poros. É um mix cultural que fez e faz incursões em diversos movimentos musicais. Participou de vários grupos, nos mais variados estilos.
Origem e formação:Nascida em uma família de artistas, a mãe capixaba teve uma influência muito importante em sua formação. Iniciou seus estudos musicais no piano, aos 3 anos de idade, com o saudoso tio de afeto Paulo Rocha. Nas reuniões de família – Campos e Cachoeiro do Itapemirim – todo mundo tocava tudo. Então logo pegou o violão e a percussão, já demonstrando a força de seu lado regional.
Do estudo formal fez violão erudito, guitarra, percussão e teve vários professores particulares. Nascida e criada no centro do Rio, Janaína não teve para onde fugir: Marquês de Sapucaí, roda de samba em cada esquina, Bafo da Onça, acabou caindo no samba. Mas já mostrava que seria apreciadora de estilos antagônicos. É a própria miscelânea cultural, pois enquanto tocava guitarra em alguma banda, estava na Lapa tocando tamborim, pandeiro.
Teve aulas de guitarra com a professora Lui Rabelo e de percussão com o professor Luizão, no Grupo Educart. Estudou na Escola de Música Villa-Lobos - onde integrou o Grupo de Percussão Feminina -, no Conservatório Brasileiro de Música.
No mais, a vida foi sua grande inspiração. Sempre gostou de observar gente, analisar. “Minha formação é gente, não desdenhando da formação acadêmica que é importantíssima, mas eu não fui por esse caminho. Isso não me limitou e fez com que eu abrisse os braços em todos os sentidos e ganhasse o mundo musical. Minha maior influência foi o que eu vivi”.
Compôs vários sambas, música caipira, mas também pop e soul com muitos parceiros bons. Seu processo de composição é árduo, muito trabalho braçal. A maioria das músicas vem em forma de imagem. “Nas músicas ligadas à terra eu vejo um vídeo. Nas que falo do Rio de Janeiro não é tão natural, são mais pensadas. O Rio é pensado, o caipira é mais natural”.
Participações:
Integrou diversas bandas. Durante 8 anos fez parte da Banda Estado Rio – que iniciou como banda de Rock Brasil e depois virou Soul. Sempre inovando, era a única mulher do grupo e tocava guitarra. Em Campos dos Goytacazes participou de serestas e fez dupla com seu primo Wellington Mesquita. Os dois ainda participaram do grupo de Rock Tribo Goitacá. Fez composições para teatro e musicou poemas.
Influencias:
1ª: Seu Mesquita – avô e maestro, tocava dobrado
2ª: Cris Nadruz – professora de História da Arte. Criatividade e influência na vida
3ª: Trabalho dos amigos – “procuro sempre escutar o que meus amigos estão produzindo”
Onde achar influência: “A influência está no boteco da esquina”
Texto: Gisele Giorneswww.myspace.com/giselegiornes
Caixa de Recados (13 comentários)
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Um arco-íris de beijos. Grato.
Msrá
vamos chegando, agora coloque um pouco do teu trabalho para que o povo caiubista possa te conhecer melhor.
Com tempo visite o meu quintal. O portão está aberto e tem bastante sol.
Abraços fraternais
se cuida, bjssssss...
Galdencio
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