BILLIE HOLLIDAY RASGA A VOZ NUM BLUES. BILLIE HOLLIDAY SANGRA A VOZ NUM BLUES>
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A noite eu conto as estrelas – cantando canções rurais E durmo junto à ribeira - na estrada branca de sais Meu bico quando assovia, lambendo a língua da foice Compões canções quando é dia - depois, beija a boca da noite Já fiz amor na Bahia embaixo de coqueirais Depois, com a mesma Maria casei em Minas Gerais
Foi bem no visgo do abiu, foi bem no fundo do prato Um bem-te -vi bem que viu – Onde colei teu retrato Acho que no espelho d’água ou lá no fundo do poço Foi que afoguei minha mágoa e limpei do boca teu gosto Eu trago em minha algibeira - ensinamentos vitais Lições das moças rameiras - dos cabarés junto ao cais
Amei lá no Ceará e confessei a besteira Mas como não quis casar – quase entrei na peixeira Já fiz amor em Goiás – até rendeu bacuri Fui preso, apanhei dos pais – de uma tal DOROTHY Fez um barulho danado a moça de Aracajú Quando virou-se de lado e eu lhe pedi o imbu...
Eu vou indo assim, enquanto não dá em nada Nesse caminho sem fim, nessa beirada de estrada...
Arquitetei o mais vip despacho da Lagoa Lagostas, gansos ruivos, trufas, crepes de anchova Salmon com ervas finas, escargôs, moet-chandon Pro high-societh o mais Cult despacho do Leblon
Propiciei só luxo pros despachos lá de Copa Com ostras da Etiópia, vinhos, queijos da Europa Tomates fritos, caviar pros comensais de Ipanema Macumbas ecumênicas na Gávea Pequena
Só pra fazer você voltar pra mim (3x) Só pra fazer você voltar.
Porque você não veio e eu fiquei triste à chorar Saquei que essas esquinas não são boas pra rezar Introduzi na metodologia o bode preto e o alguidá Marafo de whisky falso e bacalhau de Paquetá
Sarapatel, moqueca,vatapá, vaca-atolada Buchada, caruru, tripa lombeira com rabada Um pai-de-santo importado da Bahia, Sarava! Pipoca e encruzilhadas da Gambôa ao Irajá...
Só pra fazer você voltar pra mim (3x) Só pra fazer você voltar.
...torresmo, siri-mole, caipirinha, feijoada Leitão à pururuca e uma cachaça apimentada Sopa Leão Veloso e um saboroso mocotó Tua calcinha usada mergulhada num bobó
Só pra fazer você voltar pra mim... Só pra fazer você voltar Só pra fazer você voltar pra mim... Só pra fazer você voltar...*
Ví um homem pegar uma mulher pela cintura Envolvê-la com maciez e suspendê-la em prisma Rodaram no ar em silêncio com a luz, na altura E eu fiquei alí, trêmulo, aguardando a rima
Que os corpos pruduzem com os suores Na fricção que vertem em loucura tão servil Com exercícios móbiles e francos de amores Que vem da confiança plena dos artistas do Circ du Soleil
E suas pinturas fortes se misturam Seus corpos rijos se confundem As almas lumens se liquidificam As energias de tantas cores me iludem
O circo me inundou os rudes olhos E eu pus meu corpo intrépido nesse ardor Justo eu allegro ma non troppo, tão trolho Nadando em prazer entre eles, num gozo de amor
Depois apagaram-se as luzes, levantei-me e me fui triste Como lembrança, levo só a lembrança e o ingresso Além do corpo com parte viril em riste Onde procuro a lombra que ora confesso
EU como a música em grãos As amparo em minhas mãos Sôfrego, lambo-lhes os vãos Sorvo-lhe todo o vil porão E as rumino em meu coração
Da música feita para embriagó-lo Inundo-me nos tempos de abalo Bebo calmo nos gargálos Deixo que me tome e toque o falo Me dou inteiro, me calo, no servil arregalo
E quando a música me toma inteiro Me envolve o corpo e mente, eu cedo E entregue ao enlevo de seu enredo Descubro-me forte, em paz, sem medo E quero morar nesse vinhedo
E aí, no êxtase transpiro Pleno por sugar-lhe todo o cio Com minha boca rubra de vampiro A lambuzar o campo de lírio! É só então saio por aí vadio...
Como que à voar Pois há música no ar..! Nos intrínseco sustinido do Lá Nos soslaios do bemol no Fá Sim... Há música no ar
Era quase um nada, no princípio
Simbólica, imperceptível
Como uma zoeira
Depois, constante, se fez notar.
Fisgada tênue, quase má
Mesmo assim, residual, faceira.
Mas foi ficando ali, presente,viva,
Já não era mais furtiva
Ali, sentada nele, astuta, matreira.
Ganhava cor, espessura milimétrica, som
Mostrando a cara, dizendo: Presente!
Começa a gritar na gente, periférica
A dor que dá na gente. A dor qual dor de dente
A dor, a rima, a métrica
Aí cresce, pungente, liquida com o valente
Tão… Continuar
Hoje a lua cobriu o sol
Um rio invadiu o mar
Nuvens choraram chuvas
Frutos penderam em árvores
Bichos se multiplicaram
Canções deram vida à vida
Noite e dia se irmanaram
Bocas e corações fremeram
Nossos desejos, onde estavam?
MARferART
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Sol e a lua
E o amor nasceu entre a lua e o sol!
Depois de um lindo dia de arrebol
E o céu descortinou o véu
O sol ficou enfeitiçado pela lua
Depois de um rápido eclipse
Tudo foi perfeito e ela se fez sua
Campo de tulipas claras
Savanas e vento nas saias
Vietnã quase ileso, aceso?
Bronquios e turbantes avessos
Anêmolas nos campos
Meu querer "num grampo"
No bulbo da minha mente
Uma coisa tão inocente...
Já chegou Setembro
Aqui na terra dos ventos
E como é grande o alento...
Pra quem se banha em ungüentos
Não há vez pra lamentos
Não há nenhum sofrimento
Que nos supere os momentos
De furor e arrebatamento
Lá vou eu sedento
Pra três bons eventos
O meu e os dos meus dois rebentos
Nossas passagens de tempo
Parabéns, bons paramentos
Abraços e congraçamentos
Peço perdão aos que ofendo
Me entrego e até me rendo
Já que na terra dos ventos
Chegou o meu bom Setembro
Venham e me abracem correndo...
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Savanas e vento nas saias
Vietnã quase ileso, aceso?
Bronquios e turbantes avessos
Anêmolas nos campos
Meu querer "num grampo"
No bulbo da minha mente
Uma coisa tão inocente...
SETEMBRO
Já chegou Setembro
Aqui na terra dos ventos
E como é grande o alento...
Pra quem se banha em ungüentos
Não há vez pra lamentos
Não há nenhum sofrimento
Que nos supere os momentos
De furor e arrebatamento
Lá vou eu sedento
Pra três bons eventos
O meu e os dos meus dois rebentos
Nossas passagens de tempo
Parabéns, bons paramentos
Abraços e congraçamentos
Peço perdão aos que ofendo
Me entrego e até me rendo
Já que na terra dos ventos
Chegou o meu bom Setembro
Venham e me abracem correndo...
COMO VAI QUERIDO? BEM? QUE BOM!!! EU SABIA!!!
UM BEijo enorme e muita sorte!
grande abraço poeta,siga em frente a estrada está aberta pra tí.
abraços, vamos ser amigos???