Clube Caiubi de Compositores

Marco Antonio B. Ferreira
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BILLIE HOLLIDAY RASGA A VOZ NUM BLUES. BILLIE HOLLIDAY SANGRA A VOZ NUM BLUES>

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OLIVIA BYNGTON * por MarcoAntonio BF

É preciso rastejar
Esfregar a cara num chão
Rude e muito sujo
E, num bueiro sem tampa
Um mergulho profundo

Nas baratas tantas e tontas
Do dito cujo

Pra só então merecer os braços leves e ardentes de Olívia Byngton

É preciso caminhar
Num asfalto negro de gordura
Liso, o dito cujo
Com baratas tontas e tantas
Na Prado Júnior

Prá só então merecer os braços leves e ardentes de Olivia Byngton

É preciso beber
Cruzar réu, novas poças
Nos paralelepípedos transparentes
Nos alados trilhos, magros
E num bar sombrio um trago, um samba

E aí... Cair nos braços leves e ardentes de Olívia Byington
Ainda sujo de lama e sais

E só então constatar que:
Cada um tem a Olivia Byngton que merece...

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ESTRADA
(D) " uma balada rural"

A noite eu conto as estrelas – cantando canções rurais
E durmo junto à ribeira - na estrada branca de sais
Meu bico quando assovia, lambendo a língua da foice
Compões canções quando é dia - depois, beija a boca da noite
Já fiz amor na Bahia embaixo de coqueirais
Depois, com a mesma Maria casei em Minas Gerais

Foi bem no visgo do abiu, foi bem no fundo do prato
Um bem-te -vi bem que viu – Onde colei teu retrato
Acho que no espelho d’água ou lá no fundo do poço
Foi que afoguei minha mágoa e limpei do boca teu gosto
Eu trago em minha algibeira - ensinamentos vitais
Lições das moças rameiras - dos cabarés junto ao cais

Amei lá no Ceará e confessei a besteira
Mas como não quis casar – quase entrei na peixeira
Já fiz amor em Goiás – até rendeu bacuri
Fui preso, apanhei dos pais – de uma tal DOROTHY
Fez um barulho danado a moça de Aracajú
Quando virou-se de lado e eu lhe pedi o imbu...

Eu vou indo assim, enquanto não dá em nada
Nesse caminho sem fim, nessa beirada de estrada...



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DESPACHO
(um sambinha esculachado em A7+)


Arquitetei o mais vip despacho da Lagoa
Lagostas, gansos ruivos, trufas, crepes de anchova
Salmon com ervas finas, escargôs, moet-chandon
Pro high-societh o mais Cult despacho do Leblon

Propiciei só luxo pros despachos lá de Copa
Com ostras da Etiópia, vinhos, queijos da Europa
Tomates fritos, caviar pros comensais de Ipanema
Macumbas ecumênicas na Gávea Pequena

Só pra fazer você voltar pra mim (3x)
Só pra fazer você voltar.

Porque você não veio e eu fiquei triste à chorar
Saquei que essas esquinas não são boas pra rezar
Introduzi na metodologia o bode preto e o alguidá
Marafo de whisky falso e bacalhau de Paquetá

Sarapatel, moqueca,vatapá, vaca-atolada
Buchada, caruru, tripa lombeira com rabada
Um pai-de-santo importado da Bahia, Sarava!
Pipoca e encruzilhadas da Gambôa ao Irajá...

Só pra fazer você voltar pra mim (3x)
Só pra fazer você voltar.

...torresmo, siri-mole, caipirinha, feijoada
Leitão à pururuca e uma cachaça apimentada
Sopa Leão Veloso e um saboroso mocotó
Tua calcinha usada mergulhada num bobó

Só pra fazer você voltar pra mim... Só pra fazer você voltar
Só pra fazer você voltar pra mim... Só pra fazer você voltar...*


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DOROTHY (C7+)

C7+ Ebº g6 A7/11




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O CIRCO

Ví um homem pegar uma mulher pela cintura
Envolvê-la com maciez e suspendê-la em prisma
Rodaram no ar em silêncio com a luz, na altura
E eu fiquei alí, trêmulo, aguardando a rima

Que os corpos pruduzem com os suores
Na fricção que vertem em loucura tão servil
Com exercícios móbiles e francos de amores
Que vem da confiança plena dos artistas do Circ du Soleil

E suas pinturas fortes se misturam
Seus corpos rijos se confundem
As almas lumens se liquidificam
As energias de tantas cores me iludem

O circo me inundou os rudes olhos
E eu pus meu corpo intrépido nesse ardor
Justo eu allegro ma non troppo, tão trolho
Nadando em prazer entre eles, num gozo de amor

Depois apagaram-se as luzes, levantei-me e me fui triste
Como lembrança, levo só a lembrança e o ingresso
Além do corpo com parte viril em riste
Onde procuro a lombra que ora confesso

Eu, artista senil
Do gôzo do Circ du Soleil!


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EU como a música em grãos
As amparo em minhas mãos
Sôfrego, lambo-lhes os vãos
Sorvo-lhe todo o vil porão
E as rumino em meu coração


Da música feita para embriagó-lo
Inundo-me nos tempos de abalo
Bebo calmo nos gargálos
Deixo que me tome e toque o falo
Me dou inteiro, me calo, no servil arregalo


E quando a música me toma inteiro
Me envolve o corpo e mente, eu cedo
E entregue ao enlevo de seu enredo
Descubro-me forte, em paz, sem medo
E quero morar nesse vinhedo

E aí, no êxtase transpiro
Pleno por sugar-lhe todo o cio
Com minha boca rubra de vampiro
A lambuzar o campo de lírio!
É só então saio por aí vadio...

Como que à voar
Pois há música no ar..!
Nos intrínseco sustinido do Lá
Nos soslaios do bemol no Fá
Sim... Há música no ar

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ESQUINAS VELOZES

(Poema de Luciane Lopes, musicado por MARferART)

Logo odia volta do mar
Desagua de novo nas dobras do olhar
Pincelando esquinas - (Pincelando esquinas)
Esmaecendo matizes

Logo e cedo o dia virá
Melodia de novo à varrer todo o medo
Arrastando os pés de raízes
Compactuando com rotas em sinais mais felizes

Logo, factual esse dia
Despirá o escuro do céu em açude
Dessa boca amiúde nascerá o amor puro
Dobrando o olhar em esquinas velozes.

Logo o dia volta do mar...







Fotos de Marco Antonio B. Ferreira

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Blog de Marco Antonio B. Ferreira

Marco Antonio B. Ferreira

A DOR #### MARferART

A DOR


Era quase um nada, no princípio
Simbólica, imperceptível
Como uma zoeira
Depois, constante, se fez notar.
Fisgada tênue, quase má
Mesmo assim, residual, faceira.
Mas foi ficando ali, presente,viva,
Já não era mais furtiva
Ali, sentada nele, astuta, matreira.

Ganhava cor, espessura milimétrica, som
Mostrando a cara, dizendo: Presente!
Começa a gritar na gente, periférica
A dor que dá na gente. A dor qual dor de dente
A dor, a rima, a métrica
Aí cresce, pungente, liquida com o valente
Tão… Continuar

Postado em 24 novembro 2009 às 19:36 ‚Äî

Marco Antonio B. Ferreira

O PREÇO Marco Antonio BF

Bem sei o preço
que me cobras
Por esse apreço
Que sequer mereço
Por esse bem querer
Por essa imensa festa

Tão sagrada quanto a natalina
Com seus presentes de profunda estima

O que me resta é nos fazer felizes
Nesse braço de mar, paraíso de perdizes



O Preço

Bem sei do lenço
Que pranteará de águas
Vindas… Continuar

Postado em 2 setembro 2009 às 14:03 ‚Äî 1 Comentário

Marco Antonio B. Ferreira

ALGUMAS NOVAS CANÇÔES

MUITO PRAZER!


O afã palpita, o ardor excita
A moça aflita procura um bem
O olhar suplica, ela precisa
De um novo amor, um novo alguém

É tão bonita, que o bem querer
Não tarda e grita: “Muito Prazer!”
Ele trás febre, ela consente
Ele se atreve, ela transcende.

Rasga os retratos, mostra os joelhos
Afoga os fatos, solta os cabelos
Põe fogo ao ato, despe os quadris
Mostra no espelho a cicatriz

Ela tão meiga, range em gemidos
Rasga o vestido, perde os sentidos
A noite é lenta, o ar impuro
No min… Continuar

Postado em 1 maio 2009 às 0:30 ‚Äî

Marco Antonio B. Ferreira

HOJE ##### MARferART

HOJE

Hoje a lua cobriu o sol
Um rio invadiu o mar
Nuvens choraram chuvas
Frutos penderam em árvores
Bichos se multiplicaram
Canções deram vida à vida
Noite e dia se irmanaram
Bocas e corações fremeram

Nossos desejos, onde estavam?
MARferART
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Sol e a lua

E o amor nasceu entre a lua e o sol!
Depois de um lindo dia de arrebol
E o céu descortinou o véu

O sol ficou enfeitiçado pela lua
Depois de um rápido eclipse
Tudo foi perfeito e ela se fez sua

Boca… Continuar

Postado em 6 março 2009 às 22:30 ‚Äî 3 Comentários

Marco Antonio B. Ferreira

ESMOLA #### MARferART

ESMOLA
Eu que ardo em ciúmes
Nessa cama úmida e fria
Me guio em luzes de vaga-lumes
Pirilampo nessa noite tão vadia

Numa noite de desejo e fome
Lembro que me disseste não ter dono
Que miserável e torpe homem
Poderia acalentar teu sono?

Quem suportaria a responsabilidade
De saciar esse corpo de iniqüidade
De mantener a loucura e a voracidade
Que explode desse ventre de felicidade?

Sei que é leviandade
Mas como desejo o frescor de mocidade
Que brota dessa vaidade
De mulher em puberdade


Eu, qu… Continuar

Postado em 6 março 2009 às 19:19 ‚Äî

Caixa de Recados (7 comentários)

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Às 21:51 em 23 novembro 2009, Dorothy Carvalho disse...
Você sempre será meu grande e querido amado amigo. Fique bem sempre pois assim também eu estarei. Beijo de carinho imenso.

Às 20:53 em 23 novembro 2009, Dorothy Carvalho disse...
Saudades muitas...Abraço especial Marco.

Às 14:32 em 19 setembro 2009, Dorothy Carvalho disse...
Às 16:14 em 15 setembro 2009, Marco Antonio B. Ferreira disse...
Campo de tulipas claras
Savanas e vento nas saias
Vietnã quase ileso, aceso?
Bronquios e turbantes avessos
Anêmolas nos campos
Meu querer "num grampo"
No bulbo da minha mente
Uma coisa tão inocente...
Às 0:37 em 10 setembro 2009, Marco Antonio B. Ferreira disse...
Marco Antonio B. Ferreira


SETEMBRO

Já chegou Setembro
Aqui na terra dos ventos
E como é grande o alento...
Pra quem se banha em ungüentos
Não há vez pra lamentos
Não há nenhum sofrimento
Que nos supere os momentos
De furor e arrebatamento
Lá vou eu sedento
Pra três bons eventos
O meu e os dos meus dois rebentos
Nossas passagens de tempo
Parabéns, bons paramentos
Abraços e congraçamentos
Peço perdão aos que ofendo
Me entrego e até me rendo

Já que na terra dos ventos
Chegou o meu bom Setembro
Venham e me abracem correndo...
Às 18:11 em 7 setembro 2009, Marco Antonio B. Ferreira disse...
OLÁ MARCO ANTONIO! JÁ QUE NINGUÉM ENVIA UMA MENSAGEM PARA VOCÊ, EU FAÇO ISSO!!!!
COMO VAI QUERIDO? BEM? QUE BOM!!! EU SABIA!!!

UM BEijo enorme e muita sorte!
Às 10:03 em 6 junho 2009, LIO DE SOUZA disse...
tu escreve com uma sutileza ímpar, VIVA!!!

grande abraço poeta,siga em frente a estrada está aberta pra tí.

abraços, vamos ser amigos???
 
 

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