Sérgio, Beija-flor-poeta
o disfarce
velas acesas ao meio dia
indicando eclípse lunar
dentro da minha alma
tentando ocultar o óbvio
que é o amor escondido
entre veias e batidas
aceleradas na estampa
da minha face em chamas
que eu feito louco
procuro apagar
nada mais consigo
a não ser o me queimar
ainda mais e mais
os dedos aflitos
e sedentos
em descobrir teus segredos
à flor da pele.
Essa noite sim,
nem que seja
em preto e branco
das pétalas caídas
no teu seio
de mulher.
Meu Deus do céu,
vem e me desata
o nó na garganta
que essa deusa santa
usa pra me apertar
ainda mais que diga não,
mais sufoca o meu paladar
e até sinto o estômago
se fechando pra vida !
Que coisa é essa?
Não !
Em gritos de desespero,
não quero mais nada,
se os lábios dela
deixam os meus
se ressecarem !
Que coisa !
Sérgio, beija-flor-poeta
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metrô urbano
que lindo
esse bailar de palavras
são letrinhas forrozando
umas com as outras
formando sílabas
formando versos
formando poesia
formando maresia
formando a noite
formando o dia
esse forrozar
assim meio adjetivo
cheio de objetos
direcionados
totalmente indeiretos
contidos na face labial
entre um palpebrar
e um piscar de retinas
orvalhadas pelo néctares
das rosas
em pleno coração
cheio de uma felicidade
cheio de um bem-quer
cheio de uma saudade
cheio de um todo você
cheio de um vazio
espaço assim reservado
para ser o teu abrigo
esse ombro amigo
quando rir
quando chorar
quando morrer
quando renascer
e ser feliz
nesse segundo
que se eterniza.
Felicidades mil
Sérgio, beija-flor-poeta
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riso maroto
Chegastes assim meio matreiro,
hábito do querer tudo e nada,
íris dos arcos, voz do seresteiro,
cantos, amor, paixão enluarada
onde a banda o fez mais inteiro:
Beco sem saída, na madrugada
um acorde na voz do gondoleiro
atravessando a tempestade da
roda-viva de oito cordas,violeiro
que se entrega ao seio, amada,
uma nota musical, amor-arqueiro
entre a cruz e lâmina da espada
devaneios do amor em carnaval
esperando ser sapateado: riso
hoje, ontem e sempre - marisco
o bailar das dissonâncias de ti,
linha por linha, ondas, precipício
lá, dó, ré, mi, fá sol: nosso vício
acalantos quando eu não sorrir
não que seja o último suspiro
da viola acariciada, meu amigo,
antes tarde do que nunca: feliz.
sergio, beija-flor-poeta
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Pimenta do agreste
o sol trespassa a alma
como se eu fosse de vidro
e meio que atrevido
lança seus raios
a cortar o peito
meu maior defeito
é ter me apaixonado
pela amazonas
índia carioca
nascida em minas
germinada no maranhão
paulista da gema
bahiana da clara
casca de jatobá
com gosto de manga
tipo banana com ingá
e na hora de matar
a lança alcança
as perpendiculares
da tua silhueta
com o sabor de malagueta
é tão gostoso te amar.
sergio, beija-flor-poeta
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Amigos e amigas
a felicidade de vos ter
e o prazer de vos receber
me enchem de glória
nesse lindo amanhecer
é tal começo de vitória
que tal mero perecer
nada mais é do que
o afagar as saudades
conquistando amizades
e vivendo por querer
transbordar felicidades
num simples paladar
néctas do bem-querer
pétalas do belo amar.
poesia do dia,
feita com alegria
polindo os olhos
lubrificando o coração
amando a vida
que nuncaseja esquecida
a amizade
sinônimo de amor
que faz bem ao coração
e se um instante
me perder na desilusão
saberemos enfim dizer
que amamos
quase que num saber
que o muro é duro
e o rosto é frágil
então me veio na mente
desse coração incoerente
que somente quem ama
se espinha nas pálpebras
de rosa, de orquídeas,
de violetas, de jasmins.
e se um dia
não te quis pra mim
é que fui tolo
por sofrer
por outro alguem
e quando a cegueira
desse amor se passar
hei de por ti me cegar
e viver um novo amor:
" que seja eterno,
enquanto dure. "
Sérgio, beija-flor-poeta
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Migão,
vou tomar um porre
no jardim das cervejas
são coisas da natureza
tomar um litro
tomar dois
reviver o grande amor
e não deixar pra depois
pois esses espinhos de flor
são grirassóis em cor
no preto de íris
no branco de arco
e Zeus não fora Orfeu
contudo sofreu
o mesmo mal
que Deus nos deu
pra nunca esquecermos
as curvas dos violões
que vivem em Santos
São ondas perfeitas
cuja sintonia
arrepia a alma
e o silêncio acalma
os desejos de Marisia.
sergio, bjp
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Atençao:
fiz a seguinte poesia pro Sonekka, quem quer transformar em música?
pensei num rítmo mais cadenciado e uma voz cheia de charme, uma interpretação toda cheia de um querer mais.
abraços- Sérgio
Sonekka
Sonekkei a minha vida
chorei as minhas alegrias
as tristezas eu fuzilei
e vivo feliz na avenida
das pautas do meu coração
eu transbordei mil amores
contagiei por fascinação
os espinhos das flores
e me entreguei em risos
aos abraços de rosa
sonekkei a minha vida
em rimas,
versos e prosas
sonekke a sua vida
eu sonekko a minha tambem
quem ainda não sonekkou
aproveite, sonekke meu bem
aqui tem sonekka do amor
aqui tem sonekka da paixão
só quem não sonekka
nunca provou
que sonekka
é remédio pra desilusão
vivendo e sonekkando a vida
sergio, beija-flor-poeta
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Cantão
uma semente pequenina
semeada
é um grão
nada mais
plantada
e orvalhada
germina
nasce
põe o olho pra fora
se apresenta ao mundo
e conquista
nossos corações
e se torna tão grande
o amor
que nos proporciona
que não tem
mais espaço nenhum
que fique vazio
tudo é sem medidas
quando se trata
de felicidades
carinho
amizades verdadeiras.
fico feliz em conhecer você.
Um carinho muito especial e
felicidades mil
sergio, beija-flor-poeta
poesia aos amigos e amigas
que me acompanham e se deleitam
com a minha felicidade
de compartilhar
esse dom poético,
no qual sou viciado
por natureza.
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a minha musa
ela se chama maria, cláudia, esmeralda
seja ela virgínia, marta, cintia, teresa, rosa
a outra é a cleonice, maresia, bernarda
lua cheia, sol do meio dia, epinhosa
a que amo mesmo é a matilde, a fafá
a creuza, a peixada, a cascavél, a prosa
a maluquinha, a santa, a vá-tá-pá
a dor de dente, a semente e a dengosa
a musa mesmo que tenho, possue espinho
prá nenhum poeta desse mundo por a mão
e furtar do meu coração o doce carinho
que ela me guarda e me tem por paixão
é ela: mulher formosa, de fibra e espinho
que a protejem das guarras do dragão.
sergio, beija, flor-poeta
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as novas poesias se encontram no meu blog para serem deleitadas.
http://beijaflorpoeta.blogspot.com/
se acaso a gente se encontar
a amizade é um botão
cujas pétalas
são os amigos
que conquistamos
e sempre estão
ao nosso lado
amando,
sofrendo
e sorrindo
conosco
e consigo
mesmos.
sergio, beija-flor-poeta