Clube Caiubi de Compositores


Júlio Bittar, poeta e pintor nascido em SP – Capital, no bairro da Mooca em 05/02/1960. Autodidata na poesia e na pintura atua nas duas expressões artísticas desde o final dos anos 80.

1987/1988 – Freqüentou a Oficina de Literatura e Laboratório de Redação do Museu Lasar Segall.
1988 – Participou do programa Câmera Aberta da Rede Gazeta recitando poemas.
1995 – Poema premiado em 2º lugar, “Vão Profundo” e editado no concurso de poesia do grupo “Sampoesia” de SP.
1995 – Exposição de pinturas no Espaço Cultural República, juntamente com exposição de poesia concreta do poeta argentino Jorge Lescano.
1997 – Exposição de pinturas individual “Estado Nação” no Espaço Fran’s Café da Vila Madalena, com divulgação na Folha de SP, Diário Popular e matéria na Gazeta Esportiva sobre o evento.
O período entre 1992 e 2004 foi dedicado a comercialização de quadros para o Brasil, América do Norte, Europa e Ásia em diversas feiras de artes de rua em SP.
2004 – Matéria exibida no programa “Grandes Momentos do Esporte” da TV Cultura com o jornalista Wladir Lemos, focando quadros com temas esportivos(torcidas, futebol e personalidades históricas do futebol brasileiro).
2006/2007 – Participa do Grupo Rascunhos Poéticos da Casa das Rosas de SP, com saraus poéticos periódicos e produção de textos poéticos.
2007 – Freqüenta oficinas de literatura na Biblioteca Municipal Temática Alceu Amoroso Lima ministrada por poetas com participação em saraus mensais.
2007 – Poema “Madressilvas” publicado na revista literária mensal “Não Funciona” editada e veiculada com apoio da Prefeitura de SP através do Projeto VAI

Contato
e-mail - julioclbittar@yahoo.com.br
tel: 11 - 3237 1644

CASA MALUCA

Por todas as suas mil portas
Janelas abertas
E chaminés
Da casa maluca
Emerge toda fumaça

TABAGISMO

No tabaco de ontem,
Junto os cacos da taba.
No tabaco de agora,
Sugo a hora que vaga.

CORREIO ELEGANTE

Tanto viço ainda há
Permanente rara luz
Que surpreende a cada esquina
E nas brisas se fragmenta

Sutil correio elegante!...
É radar de precisão
Quanto mais se gratifica
Mais assusta à imensidão

TREM DA BARRA FUNDA

O trem que vem da barra funda
Estaciona na plataforma
Relativamente tranqüila

Imensa, assiste a composição
Parada (finge não querer partir
Partindo sem sequer apitar
Apitando fora de hora)

Perigoso expresso irregular
Antigo como nos bons tempos
Romântico apelo frio
Morto se faz sem seduzir

Passageiros sentados esperam
Sossegados na segunda classe
Com iluminação de verniz

Alguns cuidam de suas malas.

Ora por dentro, ora por fora
Do traidor vagão de ferro,
Outros correm sérios riscos
De perderem seus pertences
E as rotas de seus destinos

O APARELHO DE VÔO

O aparelho de vôo decolava
Por entre os azuis da manhã
Por sobre os grandes mangues
Sobre baías e lagoas
Sobre a terra e o oceano

O aparelho de vôo decolava
Em meio à névoa cerrada
Salina branquíssima da manhã
Rompimento solar de alvoradas

Dia útil
Ponte aérea
Manhã clara
Onde o sol podia até historiar
A brasílica cabralina,

O aparelho de vôo decolava

Compartilhar 

Adicione um comentário

Você precisa ser um membro de Clube Caiubi de Compositores para adicionar comentários!

Entrar nesta rede social

Sobre

Sonekka Sonekka criou esta rede social no Ning.
Anuncie
R$ 30,00/15 dias
c/foto de 150x150px e Link, aceita-se todos tipos de pagamentos

Aniversários

© 2009   Criado por Sonekka no Ning.   Crie Sua Rede Social

Badges  |  Relatar um incidente  |  Privacidade  |  Termos de serviço

Entrar no bate-papo