Poeta para se entender consigo mesma, se revela nos escritos em tom intimista, muito tímida, a sua poesia traduz pequenas sutilezas para serem degustadas no silêncio como se tivesse vergonha de se revelar.
Nasceu em Ribeirão Pires, de origem oriental a sua construção poética se aproxima muito dos Raikais. Há mais de 20 anos se considera paulistana, pois São Paulo foi cidade escolhida para completar seus estudos, se desenvolver profissionalmente, viver e conviver.
Geógrafa, formada pela USP, com passagem pela UNICAMP durante a pós-graduação, com experiência como docente do ensino superior, atualmente dirige uma empresa que atua na área de Consultoria Ambiental.
TEMPO
O novo incita
Querendo ser descoberto...
Urgente!
Urgente...
Pedindo para ficar velho!
Porque tanta pressa?
INCONSCIÊNCIA
Com anestesia
Parte do corpo não é minha
Se existo, só sinto se toco
Sem consciência do todo
Existo em partes
TOCANDO A MORTE
Rodando rodando
Com os pensamentos
Pela estrada afora
Distancio-me
Num segundo volto à mim
Quase se foi por um triz
Uma vida toda
NUDEZ
Finíssima seda
Cobrindo o corpo todo
Modelando-o
Com leve movimento
Ao sabor do vento
Revelando-se toda
ENGANO
Naturalmente
Dentro do sentido liberdade
Cadencio o meu movimento!
Como num sonho
Acordo percebo
Não basta ser livre!
O que fazer
Se todos estão presos?
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