
Engana a tristeza,
O tempo é o altar,
Brilham anéis, miçangas,
Abrem alas pra sambar.
Hoje o povo tem razão,
Tambor ecoa a memória,
Marias e Joãos,
Estandartes da história.
Passantes, sonhos desfilam
Voz de um povo feliz,
Fantoches de instantes,
Cenários de um país.
A cuíca, o canto vibra,
Esperanças amarelas.
Enredo de chocalhos,
Num bailado de aquarelas.
É paraíso, é folia,
Tudo pode acontecer,
Realidade vira fantasia,
Na harmonia do prazer.
Banquete de corpo e alma,
Máscaras voam ao léu,
Purpurinas e querubins,
A passarela é o céu.
Segue o enredo da vida,
O amanhã pode esperar,
Afina o coração,
Vem pra avenida sambar.
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