
Esther Alcântara
Poeta, cisma com as palavras e as alisa, degusta... Faz delas brinquedo, bodoque, flor e pão.
Formada em Letras (Port./Ingl.) e Especialista em Língua Portuguesa, trabalha com revisão e edição de textos de diversas áreas.
Seus poemas têm se tornado canção nas mãos dos músicos Irineu de Palmira, Cardo Peixoto, Beto Furquim, Luciane Casaretto, Paulo Newton, Lio de Souza e Josino Medina, Luciane Lopes e Anja também são suas parceiras, na criação de letras de música.
Esther mantém, há quatro anos, o blog http://tecidodepalavras.blogspot.com.br, onde expõe seu trabalho poético mais recente.
PULSO
Lateja
na veia poética
alguma virilidade
feminina,
misto de aguardente
e água de flor.
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INTENTO
Solo na rota do sol
a solavancar
nos pulos do pulso.
Só avanço
pedra ante pé
sopés e cimos afora.
Braço sem laço
não me apavoro
e nado no vento.
Adentro o intento:
planta de brejo
broto a contento.
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QUANDO PINGO É I
Chuva na janela
eu aqui e você
noutra atmosfera.
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POESIA
Pólen que
no outono rosa
convida a vôos
curvilíneos.
Flor que
só de teimosa
enfeita os vasos
sanguíneos.
Proeza que
por nada prosa
derrete em dedos
longilíneos.
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Em trementes
Entrementes traço
retas no redondo
vôo marimbondo
beijo beija-flor.
Entrementes tremo
veias estremeço
veios pelo avesso
afogo no fogo.
Entrementes trinco
rompo meu allegro
quase desintegro
sísmica me cismo.
Entrementes troco
verbo pelo verso
sobre o submerso
mel amor emerge.
Entrementes truco
foco a estrela rara
visto a vista clara
vértice horizonto.
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OUTONO
Ah! Esta brisa fria...
Alguns vacilos
e as folhas caindo
da vida
dos livros
que ainda nem escrevi
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