Clube Caiubi de Compositores

Ivan Antunes nasceu em São Paulo no ano de 1984 na região do Largo 13 de Maio, Santo Amaro, por lá já nasceu vendendo plano de saúde, posteriormente fazendo poesia.
Aliena-se com a conclusão do curso de Letras (Português/ Lingüística) e com o Corinthians. Foi um dos idealizadores e organizadores do Sarauê! (Sarau da Faculdade de Letras/USP). Auxiliou na organização das edições da FLAP (Festa Literária Aberta ao Público). Tem textos publicados no livro do I Festival de Literatura da Faculdade de Letras - USP (Dix, 2006); Antologia Vacamarela (2007); II Festival de Letras da USP (Humanitas, 2008); Revista Áporo (2008/2009) e na Antologia Santo Largo 13 (Dix,2008). Coordenou o projeto "As 13 visões do Largo 13 de Maio" premiado pelo VAI em 2008, ex-funcionário público, ex-estagiário do Paço Cultural Júlio Guerra (Casa Amarela), atual coordenador de produção editorial da editora Annablume. Faz parte do conselho das coleções de literatura [e] editorial e Demônio Negro, ambas vinculadas a editora em que trabalha. Quer ainda retomar a tentativa de somar positivamente para a educação brasileira.
É o ganhador do III Festival de Literatura da Faculdade de Letras – USP (2009). Vai ver que é a pedra no teu sapato, vai ver que é a corda do coração, enquanto tiver força pulsa.
www.otatubola.blogspot.com


Modernidade
Ivan Antunes

um bip da coleira eletrônica
avisando as doze badaladas
bombam as danadas baladas
all-star excitado de moda
pronto para despirocar
nos sons extasiados de mega raves
waves malditas por pessoas
que usam a roda gigante
a roda ronda rosna apita
no parque largo do socorro
o néon roxo das lojas quentes
em frentes únicas donzelas
cavalgam na calçada nuas
da alameda santo amaro
a lua ruge como uma loba
o gordo sai como uma bola
do inferno a esfiharia
manadas preferem pipocas
varas rodam travadas no círculo gigante
um cordão amarra a noite fria
eiró rosnanti-taylorismo
punks na brisa do vinho seco
resistem ao giro da roda
motocas estalam barulhos
pancadas estalos estrondos
duzentos enunciados
são só duzentos enunciados
pela noite anunciada
não me plugo não me quero
acendo um cubano e um índio
uma bomba na cabeça explode
resolvo-me pela americanas
na prateleira do saldão
drummond e oswald, bandeira e mário
no cartão um pé de alface
e um engradado de cerveja
melhor era subir ao parque
rodar na roda que ainda rosnava
só Foucault que não subia
a machadadas abalava a estrutura
Nietzche jogara-se outro dia
a manada subia e girava
outros aguardavam na fila
tudo um grande zoológico
hospício
cadeia
de não lugar
longe da alternatividade
das guitarras misturadas com atabaque
dos gritos de
“viva a bossa e a palhoça”
mais um bip da coleira eletrônica
e minha cabeça explode
em mil átomos
de esperança
perdida





Esquizo
Ivan Antunes

por dependência empírica
insisto na inutilidade de escrever
não sei qual bicho que me deu
essa vontade de dar o grito das letras
fazer som, contar lorota em microfone
riscar papel, forçar o pensamento
até
cagar rimas e aliterações
cuspir versos na cara de quem for
digerir metonímias, conquistar metáforas
sentir assonâncias suaves no meu ser
errar o ponto de parar
eu faço versos como quem chuta a bola na trave
eu faço verso como quem erra o buraco da caçapa
eu erro meu esforço e me liberto



multidão
Ivan Antunes

essa lógica da multidão
norteia a escrita revolucionária
que grita, que grifa que grafa
e grava no coração do povo
a vontade de tentar ser
aquilo que não é.
“queria que o governo se virasse”
um sorriso sem dentes
com a língua a mostra
anúncios de deputados
propagandas de cabeleireiro
cursinho pré-vestibular
plano de saúde
“prefeito você pode apagar meu desenho,
mas não apaga o meu pensamento”
a afronta com o governo
o blefe da polícia
o salve para quem fica
quem passa
outdoor ao alcance do povo
“para os manos um abraço
para os inimigos um consolo”
Frases feitas na cabeça de
quem faz
muros criarem vidas
vielas acenderem
luz
gritos e urros
pra quem ainda não ouve
a voz que tem


Brasil
Ivan Antunes

brasa-mora?
broher meu brow
brava gente
embriagada
de híbridos
pobremas
britadeiras cibernéticas
brotam
brevidades bregas
brejas e baladas dominicais
brejos de beijos e discursos
bricolados
na cabeça bruta
brasileira

braços armados
abrem no nosso futuro
embromam no nosso presente
brincam nas nossas crianças
enganam nossos mobrais
fazem
obras
refazem
obras
trasfazem
obras
brava gente mansa
massa
aceita abrigar
idéias ambrosais
odores brúmicos
gente usada e abraçada
abusada branca
branda demais


morador de rua
Ivan Antunes


eu tomo cachaça e brigo com a faca
eu tomo a faca e brigo com a cachaça
eu cachaça na faca e brigo no tomo
eu tomo na briga e faca na cachaça
eu dou uma pedrada e danço com cachaça
eu dou com a cachaça e danço com a pedrada
eu pedrada na cachaça e dou com danço
eu dou na briga e cachaça na pedrada


balé
Ivan Antunes


entre sapatilhas de bronze
acomodavam-se fios de lã
: cardaços
cruzados
misturados as pernas
permaneciam
cabos de aço
com aquela vontade
de dançar

coração a tu alisado
Ivan Antunes

esperei email: não veio
angusti lu cid in fin dá vel
disparei apertar o botão
atualizar

a tu alisei a Pá Gina

por prenúncio de tédio total
da tentativa toda teimosa
e de tanta espera
teclei outro jogo
paciência.

nó em papéis de bala pela mesa
olhar da janela a tela por três
vezes
entre copa espada e pau
um balão.
precisava dama fácil
veio rei e balão preto

a tu alisei a Pá Gina

até com a provocação do explode tela:
na propaganda do Sushi Erótico
e nova capa da Revista Bela
dois cliques tristes
nada teu tudo meu

negociei angústias com o Caps Shift e Del
sorri loucos versos imaginados
até gastar divorciar os meus seus botões

a tu alisei a Pá Gina

ERRO no GENERALIZADO:
problema no page cannot be found
assustei o que não deveria assustar
sustei relações com o sistema

saí só num silêncio ressentido
sem atualizar a página.


amoxicilina
Ivan Antunes


o MINISTÉRIO DA SAÚDE E OUTROS MALES ADVERTEM

embate a bactéria estadual
embate a bactéria federal
frente a potente repressão de qualquer praga
ativa anti-corpo convoca à luta do corpo nosso
no vermelho do corpo em decomposição
Amoxicilina grande líder sindical
ativista corporal
antibiótico ruim de bom

o MINISTÉRIO DA SAÚDE E OUTROS MALES ADVERTEM


náufrago de São Vicente
Ivan Antunes

por barracas armadas na praça do povo
comilanças de acarajé da tia baiana
com pimenta da mistura das meninas
no sorriso malandro do trombada
buscando trombar com sereias
de algum canto maravilhoso
ou por sobre o trio-elétrico de espumas carnavalescas
estático num quiosque de sol e lua
um convencimento tentado ao som de marchas
avante por cima por mãos por baixo
no ouvido um sorriso
do mar brisa de uma noite
maré baixa
naufragada em copos do puro etílico praiano


paixão a ti atari
Ivan Antunes

a do lar do lado de lá
só pensa em bisbilhotar
a tela do televisor
ao ver a possibilidade
de jogar o come-come
busca um joystick poderoso
e debruça na janela
pra trepar no telhado
e na volta
amassa o toldo
pra chegar no varal
e ver o mirrado musculoso
do pinto pequeno
chacoalha o corpo
tira-roupa-põe
inventa tarefa nova
rebolosa
escova todo chão
bisbilhota a silhueta masculina
sem camisa
aperta os seus botões
sem trocar de cartucho
interage toda toda
pra fazer o tal joguinho


muro
Ivan Antunes



os carros passando
no muro eu mijando

o galo cantando
no muro eu mijando

depois de um ano
no muro eu mijando

mulata sambando
os carros passando
o galo cantando
no muro eu mijando


sexa feira
Ivan Antunes


sexa feira
sexa sexa sexa
feira dizia a atendente do supermercado

sexa feira gorda gorda gorda
sexa sexa sexa
queria emagrecer tudo a atendente

queria poder amar
transformar a sexa em sexo
em diet em sexa sussa light

a sexa era gorda gorda gorda
o patrão era gordo gordo gordo
o lucro era sujo e pesado

- não havia in natura que resolvesse o tal problema da obesidade.


caos midiático

Ivan Antunes


chinesa é estuprada, enterrada viva por seis dias e sobrevive.
estudantes admitem desocupar reitoria após 50 dias.
vôos ainda atrasam.

estudantes admitem desocupar, os vôos ainda atrasam, a chinesa ainda vive.
a chinesa quase vive, estudantes quase admitem, vôos atrasam.
vôos admitem: a chinesa estuprada ainda vive por seis dias, estudantes admitem desocupar reitoria.
a chinesa enterrada dentro da reitoria ainda vive após 50 dias, os vôos ainda atrasam por estudantes.
os vôos dos estudantes ainda atrasam após 50 dias a chinesa é encontrada viva.


pura enrolação
Ivan Antunes


eu me fecho tu se abre
pra fazer eu me abrir
pra se fechar
tu me flecha numa fresta
num piscar
pra fazer eu me abrir
pra se fechar
tu me testa
e me confessa
eu me fecho pra abrir você ao meio
pra você depois fechar
você se fecha
me confessa
pra tentar me abrir ao meio
e me testa
eu não deixo
e te confesso
que eu te texto
eu me queixo
que é pra você caprichar
eu me fecho eu me pixo
faço um chiste pra você me lambuzar
e te lambuzo de mim mesmo
cai o queixo pra você vir se aprumar
eu me deixo nesse eixo
e me perco deste modo
abre fecha me acomodo
nesse ciclo sem cessar

teco teleco teco
Ivan Antunes


o motor telecotecava
o odor batia forte com as janelas fechadas
cigarro
o queimado das engrenagens pouco lubrificadas
entorpecia o ar
de barulho
não sabia do que se tratava
só sentia o ranger do ferro no ferro
do osso no banco
do tranco do trepidar da engrenagem
quente no trânsito
da travada e tarada marginal
a misturada fumaça
de gente do motor do carro
da gente parecia
não parar.



largo treze de maio
Ivan Antunes


leva capa do celular
leva dvd barato
quatro meu é um
gelada coca gelada
gelada brahma gelada
amendoim do he-man
come o meu aqui faz nenem
vem o carro do pão doce
tem pão de creme de côco
tem pão de creme de milho
atestado de saúde
faço dez o atestado
faço exame de vista, dentista
olha ótica ótica ótica tia
eu compro: ouro
dólar euro ouro

bom dia senhor.
bom dia senhor.
bom dia?
Posso falar um minuto?
Posso te ajudar um minuto?
Posso te assaltar um minuto?
Posso te surrar um minuto?
Posso te matar um minuto?
cheguei afim de venda
só não quero é caroço
hoje faço promoção
vendo hoje a banca inteira

olha o cafezim com leite
(amendoim do japonês)
é caldo de cana do bacana
tapioca toda doce
o carro do pão doce vai passar
é o queijo das minas do mineiro
tem saúde tem plano de saúde
ultrassom faço na hora senhora?
chega aqui gato, namorá?
Amá rolá brincá de fazê filho?
é dez: garanto a diversão.
amai-vos sempre uns aos outros
contribua sempre teu reino, foge dos pecados da carne

“ - é o RAPA”
pau polícia prefeitura
sem papo
fim da sinfonia popular.

falta de insistência
Ivan Antunes


(para o cléston e para os desamores dos amigos meus)

o folião na sala puxa cadeira bate o papo e bate a mão no peito da foliona
esbarrada boa por sem não sei querer.
a foliona arruma o jeito de ficar na moda
vontade é de dar
suspirada pelo folião
mas
inventa prosa . não sei.
inventa um charrrme . não sei.
joga o cabelo. não sei.
sorri por cima. não sei.
olha pro auto não sabe
que rebola e macaqueia com não sei por todo lado
e irrita até não sei quem.
resolve pelo dietético de não sei o quê.
faz pinta de modelo
faz cara de boneca, mas não sabe e fala nada.
toda charme. não sei.
toda farsa do que sabe
toda insistência naufragada
o folião sai da sala pela puta mais próxima.

dia seguinte pensamento por cima da foliona:

- desiste fácil fácil...


quando o corpo formiga
Ivan Antunes


o homem fuma,
ao pé do ouvido
uma formiga anota a formação do formigueiro
algumas fumam
por dentro do homem
circulam centenas
algumas correm
da cavidade auditiva ao infinito
folhas de ouro esverdeadas são contrabandeadas
nas cabeças das trabalhadoras
a luz do dia
caminhos desconhecidos
do corpo fundo
a luz da noite
sinais inexistem das antenas
única bebida: sangue
experimentar do verde
estocar as folhas em carne humana qualquer
eram cigarros acesos
formigações pelo corpo fechado e
milhares de formigas
desesperadas com a patrulha médica
e os tabefes elouquecidos
das mãos do homem.

Sem título
Ivan Antunes


aquele zunido
de máquina vap
zoando os tímpanos
azarando a tarde
batida com limão
sem açúcar
e a banana verde
aquele ziriguidum
intransigente
de limpa-fossa
e limpa-ralo
eu,
meio zarolho
zebra-sem-listras
sem um puto
zorba furada
preferia
zarpar
fazer juntar remelas
e nunca mais abrir
os olhos


sem teto
Ivan Antunes


sem reto
sem teto
sem ethos
faz ato
paga pato
não tem mais cu
já botaram tudo no dele
botaram o Brasil
esfolaram todas idéias
botaram o peru de natal
o tender, a coca-cola,
botaram a chuteira
a xuxa a maravilha
botaram os tandercats
os ursinhos carinhosos
e o super-man
perdeu o ânimo
socaram a cara
cresceu a barba
perdeu as posses
perdeu a pose
a esposa e a foto
passou a moda
ficou no tempo
perdeu a ternura
o emprego
o prego que segurava a linha da vida
já não segura mais
o sofá
a geladeira
surtou resolveu
sair de casa
e cheirar
fumaça de óleo diesel
pó do centro
chuva ácida
caiu na noite
cresceu o cabelo
virou forasteiro de vários lugares
mais novo hóspede
acomodado
adormecido
necrosado
da curva antes do penhasco
do cemitério são luiz
em que toda luz
que houver vira
cinza
brisa
poder
potência
possibilidade
nova
das idéias nômades
que circulam
no mistério de nascer
e morrer


mutações
Ivan Antunes


carcarás
marcaram épocas
caravanas de carrancas
com pessoas mascaradas
que arriscaram novos cardápios
cartografaram novos terrenos
encararam a própria cara
da crise
criaram crimes
cremaram tradições
viajaram cactos e cabaças
deixaram manuscritos,
deuses, cristos
suas bochechas coradas
ainda enceram nossos sapatos.


um minuto
Ivan Antunes


o breu
o fogo
o breu
o vôo
o br eu
o sil ên cio

o sil ên cio

o estranho
o fire ouve o fire ouve o fire
o céu ne gr o
o br a sil negr o
cancela sonh o
ouve o fire o
tapa da chuva
o bote suicida do pilot o
a pir a ex plo did a
da vida real
sente a dor
a sente a dó
só sente
mais nada

carência
Ivan Antunes


agência nacional de saúde informa:

720 dias para tratamento de lesões ou doenças pré-existentes
escrito pelas longas linhas do contrato da assistência médica

- esse negócio de carência ainda mata alguém do coração.



Motivo
Ivan Antunes


sem mote
permaneço
sem
poema
ao pé
do ouvido
uma me acessa
vários me cansam
alguns me aquecem
não me esquecem
arrumo milhões de idéias
bolo trilhões de planos
um único motivo
a mo
ti
vou
minha estadia na terra não termina
germina semente trepadeira parede a cima



praça da república
Ivan Antunes

ao Piva

pontes trampolins de moedas
moedas dissolvidas como comprimidos no ácido
........................................................do estômago fétido dos lagos
.................................................................da praça da república
teus escadões, altos batalhões de mendigos
por entre as palmeiras seculares
casais se namoram num show do pão-e-circo comandado pelo prefeito
ópio e maconha sangram teus pulmões catarrados
.............................................................ao lado de banheiros químicos esmerdeados
palco das tentativas de putas e hippies de venderem seus trabalhos
praça da república da estátua cagada por pombos e umidecida pelo mijo de seus leitores diários de jornal.
praça da república sem grades, longe do vigiar, perto do punir
por lá passam advogados desesperados pensando no contraditório
passa por lá zé celso nú e com vontades de encontrar melamed nú
jornalistas informam ao vivo sobre o trânsito de mendigos e de camelôs pelos seus caminhos e gramados
focas e estagiários de plantão buscam presenciar a morte da pomba alada do teu galho mais antigo ó praça da república.
vendedores de planos de saúde espreitam as bundas quadradas dos travestis que passam rumo ao love store.
ó praça da república palco de crianças da fundação casa uniformizadas de roxo libertadas
no cheiro da cola da coca da pedra e dos prédios fast-foods ultra-modernos
ó praça da república, o Copan te espreita!
vê tuas nádegas e o olho do teu cú
sente o odor de suas fezes debaixo de árvores
a mário de andrade admira os teus vermes, tua curva, tua alma intelectual e tua histórias pra boi dormir
a floriano peixoto e a benedito calixto saúdam a tua mercadoria a tua infantaria pesada de ............................................................................................................. boêmios e hippies.
a floriano e a sé invejam as facadas de teus cachaceiros de plantão
tuas entranhas me levam pro centro da metrópole, para o zero para o nada,
as árvores, teus caminhos e teus lagos que deveriam ser o zero
tuas caras que carregam a pressa e o medo vadio
deveriam ser a minha cara
rumo às catacumbas da linha vermelha
o sangue das facadas e das brigas
o cheiro da cerveja e do mijo e
a música de ronnie von
do violeiro vendedor de cd
apontam para seu psicodelismo
parado no tempo
ó praça da república!
nós te louvamos!

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1 Comentário

Aline Romariz Comentário de Aline Romariz em 12 agosto 2009 às 7:09
A Rádio Amiga fm de Salto-Sp, tem o prazer de convidá-lo a participar do I Encontro de Poetas em Salto que será realizado no dia 19/09/2009 a partir do meio dia.
Programação:

12:00 hs- Abertura do encontro, ao vivo, no Programa Palavra de mulher
14:30 hs- Almoço dos poetas
20:30 hs -Sarau poético

Para maiores esclarecimentos
Contato-aline.romariz@gmail.com

Aline Romariz

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