Nesse contexto, "Etnitrônico" se baseia numa concepção estética que leva a hibridação ao extremo, no ambiente digital. Num universo regido pela equação "étnico+eletrônico=etnitrônico", instrumentos e línguas que dificilmente se encontrariam no mundo real trabalham juntos nas mesmas músicas, gentilmente soldados uns aos outros por meio de sintetizadores, loops e efeitos. Sons de recantos da África, da Ásia, das Américas e da Europa se encontram nas diversas faixas do CD. Nele, é também possível apreciar a batida do maracatu cearense, legitimamente reivindicando seu direito de se misturar nesse balaio étnico-eletrônico global que, mais do que frutos e flores, carrega raízes.
As vozes ouvidas nas diversas faixas do CD são samples das seguintes origens: Índia (partes I, III e VIII), África Central (Parte I), Zulu (Parte II), Índios Americanos e Nômades (partes IV e VIII), Colômbia (Parte V), Turquia (Parte VI), México (parte VIII), Himalaia (Parte IX), Macedônia (Parte X), Saara (Parte XI) e Benin (Navegando para o Oriente). Etnitrônico X também contém excertos de canções de Hildegard von Bingen, em Latim.
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